Pessoas lindas, em relação ao casamento, ainda tenho algum tempo para os preparativos, detalhes... A data está marcada e as outras coisas principais!
Só que agora estou mega-enlouquecendo com meu TCC, estágio, demais estudos e tudo o que isso significa: sanidade zero!
Logo mais embarcarei com toda a força no momento que será o mais especial da minha vida, até a vinda do filhote - claro! Mas isso aí ainda vai demora bastante!
Quero mais é beijar a boca do noivofuturomaridão! rsrsrs...
Beijos e bom dia pra vocês!!!
Podre.
Ficar gripada é podre! Aliás... minto. Envelhecer é o Ó!
Ficar gripada é podre! Aliás... minto. Envelhecer é o Ó!
Era uma vez uma menina que não conseguia dormir antes das 2h da manhã e, ainda assim, acordava – com terrível humor, leia-se – às 6:30, para pegar o temível ônibus e seguir para a faculdade ouvindo e cantarolando musiquinhas durante o percurso. Não satisfeita, ainda achava graça em pegar outra (aaargh!) condução, parar na rodoviária, atravessar uma passarela infernal repleta de vendedores ambulantes tarados e entrar num shopping center horroroso para comer Mc Donald´s e alcançar uma sessãozinha de cinema mais barata...
Isso sem contar na volta para casa, em plena hora do "rush", justamente quando os (novamente!) ônibus estão L-O-T-A-D-O-S de todo tipo de gente: trabalhadores exaustos, pessoas mal educadas e fedorentas, maníacos sexuais, adolescentes rebeldes sem causa e senhorinhas chatas e lerdas que paralisam aquele corredor apertado! Isso sem contar nos vendedores ambulantes que insistem em circular por alí exigindo o máximo de atenção e cordialidade de nós, pobres esfomeados e sedentos por uma cama!
Isso sem contar na volta para casa, em plena hora do "rush", justamente quando os (novamente!) ônibus estão L-O-T-A-D-O-S de todo tipo de gente: trabalhadores exaustos, pessoas mal educadas e fedorentas, maníacos sexuais, adolescentes rebeldes sem causa e senhorinhas chatas e lerdas que paralisam aquele corredor apertado! Isso sem contar nos vendedores ambulantes que insistem em circular por alí exigindo o máximo de atenção e cordialidade de nós, pobres esfomeados e sedentos por uma cama!
Perguntem-me se eu faria isso novamente? Aliás, não. NÃO perguntem.
Hoje em dia, meus caros, a anciã aqui só agüenta em pé até às 23h. Depois disso, um zumbi feroz e raivoso toma conta do meu corpo pedindo “caaaama, caaama!”. D-e-p-r-i-m-e-n-t-e.
Do que eu falava mesmo...? Ah, sim. Gripe. Já não bastasse minha incrível disposição, eu ainda estou resfriada.
Eu conheço meu corpo muuuito bem. Sei como essa máquina sem manual de instruções trabalha – ou finge trabalhar. Ontem de manhã senti uma pontada de dor de cabeça esquisita e passageira. Mais tarde, meu “nariz” esquerdo (como se eu tivesse mais de um...) ficou irritantemente entupido. Na mesma hora pensei “filha da puta, lá vem você”. Essa porra dessa gripe sempre aparece depois de festas como Carnaval e São João, onde as pessoas gritam aos sete ventos “vamos lá, tá tudo liberado!”. E é um tal de beija-beija que nem o tiozinho que vende cigarros sai ileso! Eu sei bem disso... como sei...
Mas o que me deixa realmente indignada é o simples fato de que eu NÃO SAÍ PARA QUEBRAR TUDO NO CARNAVAL! Aliás, foi meu primeiro carnaval NOIVA! Ou seja: NÃO TAVA TUDO LIBERADO! E hoje penei sobre os lençóis girando de um lado para o outro tossindo, suando e me tremendo... Por que, Deus? Ainda acordei parecendo a encarnação da Noiva de Chuck (Não amor, eu não estou lhe chamando de Boneco Assassino, ta? Você é liiiindo!) Enfim... só queria mesmo demonstrar a minha indignação com essa gripe super-nada-a-ver-efora-de-hora.
Para mim isso só tem um significado: velhice precoce!
Como disse Guimarães Rosa, “a felicicidade se encontra em horinhas dedescuido”.
Eu tô com uma mania "triste" de tirar proveito das situações. Aliás, eu sempre fui um pouco oportunista. Quem convive muito comigo logo percebe que, como diz minha mãe, "Liz dá nó em pingo de éter". Acho que não há excessão que fuja a essa minha regrinha básica... se até no amor fui assim. Pois é, tirei proveito de um tal evento e de umas tais bebidas para desfilar pra lá e pra cá mexendo os quadris nada discretamente até que ele ficasse tonto o suficiente para não pensar duas vezes onde estava se metendo. Ainda bem... rs!
Quando eu era pequena (digo, menor) só ia ao dentista se minha mãe (sempre ela, tadinha!) me levasse pra comer esfirra de carne depois ou, melhor ainda, comprasse algum brinquedo novo.
Aí eu ia, fingia que sentia mais dor do que eu realmente sentia, chorava e fazia com que ela sentisse pena de mim. Às vezes a dentista nem conseguia terminar o tratamento, daí marcava outra consulta, era tudo o que eu queria: mais esfirras, mais brinquedos. E assim fui levando a vida... Mas parece que o feitiço virou contra o feiticeiro. Hoje é minha sobrinha quem banca a mercenária de doces e presentinhos comigo. Quando ela chega toda meiga e doce dizendo com aquela vozinha mais linda e sonsa do mundo "diiiindaaa..." e pula nos meus braços eu já sei: lá vem bomba!
Aí eu ia, fingia que sentia mais dor do que eu realmente sentia, chorava e fazia com que ela sentisse pena de mim. Às vezes a dentista nem conseguia terminar o tratamento, daí marcava outra consulta, era tudo o que eu queria: mais esfirras, mais brinquedos. E assim fui levando a vida... Mas parece que o feitiço virou contra o feiticeiro. Hoje é minha sobrinha quem banca a mercenária de doces e presentinhos comigo. Quando ela chega toda meiga e doce dizendo com aquela vozinha mais linda e sonsa do mundo "diiiindaaa..." e pula nos meus braços eu já sei: lá vem bomba!
Bem, não é dando que se recebe? Então. Fazemos tanto o tempo todo pelos outros, trabalhamos mais do que nossa dignidade diante do salário vergonhoso nos permitiria, divertimos a humanidade com nossa estupidez em algumas horas, somos pauta para rodas de fofocas alheias, muitos amam sem serem amados, menininhas trepam e são carinhosas com os menininhos que no outro dia não dizem nem "bom dia", pais se esforçam a vida inteira para dar uma educação digna aos seus filhos, amor e amparo para que depois eles virem as costas e partam para uma jornada ao lado de outras pessoas que não merecem nem um escarro na cara.
Enfim... Acho mais justo exercermos o oportunismo democrático. Vão por mim...
Abri os olhos e já senti vontade de me espalhar na cama, girar de um lado para o outro, abrir a janela, gritar "bom diaaa" e depois fazer xixi cantando. Mas você atrapalhou meus planos quando olhou nos meus olhos e me disse "te amo". Daí não consegui mais girar, gritar nem cantar. Só consegui, bem baixinho, dizer:"eu também te amo".
E desse seu jeito "estraga prazeres" que eu gosto...
(risos)
Descobri que não sou tão arrogante quanto pensava: hoje sinto pena! Que evolução...
Tenho pena de tudo o que se esforça pra ser e não é, pena de tudo o que quer ser e nunca será e pena de tudo o que sabe que não é mas finge que sim.
Eu tenho horror a tosse. Eu não suporto gente tossindo no meio da rua, também não suporto aqueles homens que, com a janela do carro entreabertas, desaceleram um pouco, esticam o pescoço e cospem no chão fazendo aquele barulho engasgado. Eu odeio fila de banco. Mas eu odeio mais ainda essas filas quando estão em zigue-zague. Dá vontade de chutar o traseiro de quem está na minha frente para que caia por cima do outro, e do outro, e do outro... causando um efeito dominó. Então eu passaria alegre e saltitante por cima das cabeças deles. Eu fico louca de raiva quando um pedreiro espirra perto de mim. Na verdade, quando qualquer um espirra perto de mim. Mas o pedreiro em particular me irrita mais, já que está coberto de pó e não sei mais quê das obras. Todo esse pó e não sei mais o quê das obras parecem voar em minha direção. Nessas horas, PRECISO voar no pescoço do pedreiro. Pior que o espirro do pedreiro é a cantada dele. Ah, isso NÃO! É um tal de "ei, coisinha!" ou então "humm princesa...", tem também um certo "goxxxxxxxxxxxxxtosa!". Mas o pior de tudo é, sem dúvidas, aquele "delííícia!".
É. Cada um com seus problemas! Eu tenho esse. Sou facilmente irritável por coisas pequenas e que parecem insignificantes. Já coisas grandes e aparentemente significantes não fazem nem cosquinha! (risos)
Nunca imaginei que teria crise de idade em plenos 21 anos.
Pois é. Nunca imaginei.
Aahh meus 20 anos e meio... pele macia e sedosa... cravos disfarçados pelo frescor da idade, músculos tonificados com um simples espreguiçar ao amanhecer.
E agora... E agora???
Agora corre pra limpeza de pele, Liz.
Em relação ao estardalhaço que gira em torno da explosão do webjornalismo e a mega-utilização do ciberespaço através de blogs, twitters, portais de notícias, torpedo news, newsletters e outras ferramentas de comunicação, além do medo que assola as cabecinhas pre-jornalísticas... só tenho algo a dizer:
Quem se preocupa com o fim dos impressos são as empresas de papel. Para mim, pouco importa. A notícia sempre existirá, independente do meio de comunicação que a transporte. O jornalista deve ser multimídia, comunica-se da melhor forma e ser o mais ágil possível. O surgimento de novas ferramentas de comunicação só vem a somar nesta profissão que, há tempos atrás, fez os profissionais penarem à espera dos impressos. É tudo uma questão de adequação, utilizar as novidades ao seu favor. Evoluir sempre.
Com isso não quero dizer que prefiro a qualidade dos resumos de notícias que lemos hoje através dos portais online. Não vou dizer também que não sou nostálgica e que não valorizo o ritual de abrir o jornal "fresquinho" e esquecer do mundo ao meu redor. Sou saudosista a ponto de ainda escrever cartas!
Essas novidades tecnológicas geram oportunidades. concomitante a isso, o crescimento do webjornalismo gera demanda, inclusive aos impressos. Sim, é isso mesmo. Vamos parar de pensar separadamente. É claro que em relação a alguns critérios de formato, por exemplo, a matéria muda a depender da mídia utilizada. Contudo, as rotinas produtivas são uma só, as regras básicas continuam as mesmas (coesão, objetividade, clareza...) e a intenção também:
TRANSMITIR INFORMAÇÃO.
E é isso o que fazemos. Agora... como? Ah... não importa!
É tão bonito ver uma flor brotar. É curioso observar a transformação de um delicado botão de rosa, por exemplo, reinando absoluto com toda a delicadeza ao descobrir os ventos, chuvas e raios de sol que o atingem pouco a pouco. É tudo novidade. Um brinde ao desconhecido!
Tempos depois, o vento passa voraz, bate na cara, traz areia aos olhos; a chuva afoga e embebeda a raiz e o sol queima de tão forte. Já não se trata de um pequeno botão. Aquela flor, ainda menina, se transformou numa linda rosa. Mas agora, cheia de espinhos...
A rosa hoje diz aos novos botões:
- “Os espinhos são poderosos escudos”
Tempos depois, o vento passa voraz, bate na cara, traz areia aos olhos; a chuva afoga e embebeda a raiz e o sol queima de tão forte. Já não se trata de um pequeno botão. Aquela flor, ainda menina, se transformou numa linda rosa. Mas agora, cheia de espinhos...
A rosa hoje diz aos novos botões:
- “Os espinhos são poderosos escudos”
Hoje li sobre um estudo científico acerca do comportamento dos cachorros (cachorros que latem mesmo). Dentre os subtemas abordados, destacava-se a capacidade limitada dos caninos em enxergar as cores. Ao contrário dos seres humanos, esses bichinhos enxergam a vida praticamente numa escala de cinza, salvos alguns tons puxados para o azul ou verde.
É, agora eu entendo porque vejo tudo tão colorido... por um momento pensei que era uma questão pessoal esse negócio de ficar colocando graça onde não tem!
(risos...)
Você conhece alguma pessoa que afirme de pés juntos adorar comida japonesa mas que mal saiba distinguir uma, digamos, receita(?) da outra? Que sá segurar com elegância e habilidade os tais dos hashis (para quem não sabe, os abomináveis pauzinhos - ao menos o nome eu sei. Claro, devemos conhecer bem o inimigo! rs). Pois então, num daqueles dias aparentemente comuns em que nada de fantástico promete acontecer... de repente, o amor da sua vida aparece no estacionamento da sua faculdade. Ok, eu sabia que ele passaria por lá. O que eu não sabia é que ele viria com uma de suas gracinhas, rs... como um isqueiro lindo (Sim, eu fumo. Não, ele não gosta disso), dando-me a seguinte explicação:
- Isso não é para te influenciar, mas é que não quero que você fique pedindo fogo aos outros nas festas!
Realmente, fazia todo sentido! Bem... voltando aos hashis... depois de um passeio incrível (não, não sobrevoamos de helicóptero ou de balão o Cristo Redentor, apenas fomos comprar um Ipod no shopping para estimular uma tal de corrida!), fomos almoçar. Para onde ele me leva? Para um Japa da vida! Ok, o lugar é lindo, tudo delicioso e climinha mega romântico. porém, lá estavam eles, os HASHIS! Oh, céus... justo na hora do almoço, em que milhares de seres humanos normais (que sabem dominar pauzinhos) me flagrariam, e agora? O que fazer? Eu nunca tive problemas sérios com essas coisas, como derrubar um sushi cheio de shoyo na mesa, ou destruir qualquer coisa feita com arroz empapado e peixe cru no prato. Também jamais atirei um salmão na cara de alguém (ufa...!). Não, isso não. Mas não tenho coordenação motora nem para escrever às vezes!
Bem, lá estávamos. Eu, ele e a droga dos pauzinhos! Com garra e determinação olhei para os dois e não sucumbi ao medo de errar ou de ser expulsa do restaurante. Comi, ele riu da minha cara, comi novamente, ele riu mais uma vez, então, comi mais ainda. Ao final, quem estava rindo era eu, feliz da vida por mais um dia delicioso em que nada mais importava. Nem a pressa com os horários, nem os telefonemas inapropriados e muito menos os hashis. Estar ao seu lado e me render aos programas e clichês românticos é inexplicável!
Como combinamos, da próxima vez eu irei escolher o restaurante para que continuemos o nosso tour gastronômico em Salvador. E então, meu caro, será a sua vez de tremer na base! Pois, com certeza, escolherei um típico italiano!
rsrsrsrs...
AISHITERU!!!
Ao entrar no elevador é sempre a mesma coisa: ouço pessoas falando da vida de outras pessoas. A cena se repete em salas de espera, salões de beleza, corredores, ou qualquer outro lugar em que se concentrem dois ou mais seres. Daí paro e penso: será que as vidas alheias são tão chatas, vazias, igualmente fulgazes e tediosas que os bate-papos sejam sempre sobre terceiros? O engraçado é que nem sempre os comentários são maldosos... às vezes falam até bem dos "assuntos" da vez! (risos)
Bem... para quem está rodeado de gente assim, ou caso você mesmo tenha se identificado com este perfil, aí vai um conselho:
- Desvencilie-se de tudo (tudo mesmo!) o que sobra, resta... enfim, o que não faz diferença. O tal do "peso morto". Entram na lista roupas, sapatos, manias, entre outros... Imagine uma peneira bem grande e passe por ela diversos aspectos de sua vida. Deixe cair no seu mundo somente as coisas boas, significativas e que venham a somar. Enxergue-se, torne-se uma pessoa melhor a partir disso, só então vai perceber que nada é tão interessante quanto viver a sua vida para você mesmo, abrindo pequenas brechas para curiosos famintos e sedentos por informações a seu respeito. Ser o assunto é sempre melhor, acreditem! Por isso, às vezes devemos ser humildes o suficiente para dividir o doce com as outras crianças, não é mesmo? É muito ruim para quem está de fora ficar chupando dedo...
Certa vez li uma frase "das mais bacanas", era algo do tipo "todos crescem, porém, somente alguns evoluem".
Enquanto isso o sol brilha, a lua tá linda, as flores brotam sem parar e a minha bolha de sabão se torna dia após dia mais impenetrável...
Estive pensando... todos dizem que é tão fácil falar. Realmente. É fácil dizer quando sentimos raiva, saudade, quando gostamos, estamos apaixonados ou "afim" de alguém. Mas ninguém havia me dito o quão difícil é falar de amor. Não me refiro a um simples "eu te amo". Isso aí tem gente que diz até ao vento num dia feliz. Estou falando de amor. Estou falando de agonia. E eu nem vou pedir ajuda aqui para isso, pois tenho quase certeza que quase ninguém sabe do que estou falando. Eu tô falando de amor. Amor que, tenho certeza, só se sente uma vez na vida. Mais que isso é morte cardíaca na certa.
Parece que por mais que eu grite até caírem minhas pleuras eu jamais conseguirei atingir a nota certa para que o mundo inteiro consiga entender o que eu sinto. Parece que por mais que eu repita numa mesma métrica um certo "amoamoamoamoamo" ao pé do ouvido, conseguirei esvaziar um pouco meu peito carregado de você e disso. Dizer a você que eu te amo muito é muito pouco. Cheirar cada centímetro do seu corpo na tentativa de guardar dentro dos pulmões todos os seus cheiros não adianta, é preciso sempre mais. Quando estou ao seu lado eu não respiro, eu suspiro. Quando te beijo não te beijo... enlouqueço, morro aos poucos, paraliso, estremeço, choro, grito, pulo e saio de mim para entrar em você. Posso te oferecer todas as músicas mais lindas do mundo, mas tenho certeza que amanhã quando estivermos dentro do carro ouviremos uma ainda melhor. Rir descontroladamente e pular no seu pescoço cada vez que você aparecer aqui com um chocolate em formato de flores ou coração, ou com cara de sono e um sorriso devastador de tão lindo só praa me dar um beijo de bom dia é tão fulgaz quanto quando meus olhos se enchem de lágrimas quando leio alguma coisa que me faz lembrar você. Ouvir e falar coisas que jamais pensei em toda a vida também é pouco, muito pouco.
Às vezes eu prefiro só sorrir e te olhar daquele jeito, pois sei que desta forma você vai me entender. Aliás, eu só consigo te olhar daquele jeito mesmo. Parece que quando olho pra você, meus olhos te fazem carinho, alisam teu rosto. Quando você está cansado eu quero te recostar no meu ombo e ver seus olhos fecharem e teus lábios sorrirem discretos. Quando você dorme eu quero te beijar mas não beijo, pois eu quero que você continue dormindo. Quando você me acorda com aquele seu abraço enlaçado e quentinho, me beija atrás da orelha e diz sussurando "eu te amo" e depois encosta a bochecha na minha... ah... eu quero dormir e acordar mais umas cem vezes! Eu gosto de ficar olhando você me olhar, me cheirar, pegar nos meus cabelos, segurar meu rosto e olhar dentro dos meus olhos... adoro a careta que você faz quando se espreguiça e diz "tô todo quebrado"! Gosto até quando você dá risada de mim ou quando fala que eu to fazendo tudo errado. Quando você acha graça de mim quando eu falo sério, ou me leva a sério quando eu tô fazendo graça. Adoro o jeito que você passa aquele creminho no rosto depois do banho e se explica dizendo que é pra não ressecar. Fico toda besta quando você tira sarro dos meus pés e depois olha pra mim e diz que eu sou linda. Também adoro quando me arrumo toda e a única coisa que você percebe é que eu tô com espinha. Eu sei que mais tarde, quando eu estiver um pouco distante, você vai ficar me olhando... e, se muito, vai dizer: "venha cá, minha pequena". Isso basta pra mim.
Aliás... você e tudo o que você faz e é para mim... basta.
Eu te amo

A gente não precisa de nada que comprove, que aprove... pois a essa altura já não há o que nos desaprove. A gente não precisa esperar, prolongar ou adiar nada. Está tudo aqui, estamos aqui. Somos isso que nem eu nem você sabemos o que é pois, afinal, nunca fomos antes. Como crianças aprendendo a falar e andar, estamos aprendendo juntos a sentir e viver isso. E isso é tão bom...
A gente não quer nada, mas a gente quer o mundo. A gente quer engolir a gente o tempo todo e durante todo o tempo em que não estamos juntos, a saudade aduba nossas vontades. E é aí que o meu coração se enche de vaidade...
Com toda paz e calma das nossas manhãs, uma euforia vem de dentro e então, eis as questões: Será possível? Dá pra ficar mais feliz? A resposta vem segundos, horas e dias depois, quando os acontecimentos dizem "sim" por nós.
E o céu, o mar, as areias da praia, a música que toca no rádio, o vento no rosto, a chuva inapropriada e todo o resto também. Quando estamos juntos o mundo é todo nosso, as horas passam por nós, tudo ao nosso redor nos homenageia a cada segundo. Eu acho que é por isso que a gente vai até pro inferno juntos... até lá o Sr. Capeta nos abriria um sorriso gentil!
São beijos com vontade e abraços de verdade. O cheiro é sempre muito bom... e os sorrisos, hã? Eu, que nunca fui boba, estou adorando ficar e você, que nunca falou nada, está adorando falar...
Chega. Eu não quero mais nada. Só quero abrir os braços e fechar os olhos... contanto que você me abrace. Só quero encostar a cabeça no seu ombro e ouvir você dizendo tudo aquilo que você me diz nessas horas. Eu não me preocupo com mais nada, pois tá tudo certo, afinal, eu te quero e você me quer... até o resto do mundo parece ser mais legal.
Eu falo, falo e parece que não falo nada. Também, pudera, eu não sei nem o que é isso. Caso você saiba, por favor, explique. Eu tô aprendendo agora... e juro que quero continuar a aprender. Ahh, o que eu mais quero agora são essas reticências...







Uma jovem jornalista baiana que busca nas palavras um efeito catártico. Viciada em filmes de arte/alternativos/europeus e leitora compulsiva até de rótulo de shampoo; Ouço jazz e rock anos 80; Quando o assunto é religião, sou preta por dentro e branca por fora; Impaciente, curiosa e xereta; Consigo achar razão na emoção; Às vezes sou muito vaidosa e consumista; Maiores pecados: gula e luxúria.