Posted by: Liz Silveira

"É impossível não acabar sendo do jeito que os outros acreditam que você é"

 

Posted by: Liz Silveira

Antes de você, eu não sabia que a minha risada era tão gostosa...

Estraga prazeres  

Posted by: Liz Silveira

Abri os olhos e já senti vontade de me espalhar na cama, girar de um lado para o outro, abrir a janela, gritar "bom diaaa" e depois fazer xixi cantando. Mas você atrapalhou meus planos quando olhou nos meus olhos e me disse "te amo". Daí não consegui mais girar, gritar nem cantar. Só consegui, bem baixinho, dizer:"eu também te amo".
E desse seu jeito "estraga prazeres" que eu gosto...


(risos)

Cândida  

Posted by: Liz Silveira

Descobri que não sou tão arrogante quanto pensava: hoje sinto pena! Que evolução...
Tenho pena de tudo o que se esforça pra ser e não é, pena de tudo o que quer ser e nunca será e pena de tudo o que sabe que não é mas finge que sim.

Grrr...  

Posted by: Liz Silveira

Eu tenho horror a tosse. Eu não suporto gente tossindo no meio da rua, também não suporto aqueles homens que, com a janela do carro entreabertas, desaceleram um pouco, esticam o pescoço e cospem no chão fazendo aquele barulho engasgado. Eu odeio fila de banco. Mas eu odeio mais ainda essas filas quando estão em zigue-zague. Dá vontade de chutar o traseiro de quem está na minha frente para que caia por cima do outro, e do outro, e do outro... causando um efeito dominó. Então eu passaria alegre e saltitante por cima das cabeças deles. Eu fico louca de raiva quando um pedreiro espirra perto de mim. Na verdade, quando qualquer um espirra perto de mim. Mas o pedreiro em particular me irrita mais, já que está coberto de pó e não sei mais quê das obras. Todo esse pó e não sei mais o quê das obras parecem voar em minha direção. Nessas horas, PRECISO voar no pescoço do pedreiro. Pior que o espirro do pedreiro é a cantada dele. Ah, isso NÃO! É um tal de "ei, coisinha!" ou então "humm princesa...", tem também um certo "goxxxxxxxxxxxxxtosa!". Mas o pior de tudo é, sem dúvidas, aquele "delííícia!".
É. Cada um com seus problemas! Eu tenho esse. Sou facilmente irritável por coisas pequenas e que parecem insignificantes. Já coisas grandes e aparentemente significantes não fazem nem cosquinha! (risos)

Crise de idade  

Posted by: Liz Silveira

Nunca imaginei que teria crise de idade em plenos 21 anos.
Pois é. Nunca imaginei.
Aahh meus 20 anos e meio... pele macia e sedosa... cravos disfarçados pelo frescor da idade, músculos tonificados com um simples espreguiçar ao amanhecer.
E agora... E agora???
Agora corre pra limpeza de pele, Liz.

"Jingo Bell, acabou o papel..."  

Posted by: Liz Silveira

Em relação ao estardalhaço que gira em torno da explosão do webjornalismo e a mega-utilização do ciberespaço através de blogs, twitters, portais de notícias, torpedo news, newsletters e outras ferramentas de comunicação, além do medo que assola as cabecinhas pre-jornalísticas... só tenho algo a dizer:
Quem se preocupa com o fim dos impressos são as empresas de papel. Para mim, pouco importa. A notícia sempre existirá, independente do meio de comunicação que a transporte. O jornalista deve ser multimídia, comunica-se da melhor forma e ser o mais ágil possível. O surgimento de novas ferramentas de comunicação só vem a somar nesta profissão que, há tempos atrás, fez os profissionais penarem à espera dos impressos. É tudo uma questão de adequação, utilizar as novidades ao seu favor. Evoluir sempre.
Com isso não quero dizer que prefiro a qualidade dos resumos de notícias que lemos hoje através dos portais online. Não vou dizer também que não sou nostálgica e que não valorizo o ritual de abrir o jornal "fresquinho" e esquecer do mundo ao meu redor. Sou saudosista a ponto de ainda escrever cartas!
Essas novidades tecnológicas geram oportunidades. concomitante a isso, o crescimento do webjornalismo gera demanda, inclusive aos impressos. Sim, é isso mesmo. Vamos parar de pensar separadamente. É claro que em relação a alguns critérios de formato, por exemplo, a matéria muda a depender da mídia utilizada. Contudo, as rotinas produtivas são uma só, as regras básicas continuam as mesmas (coesão, objetividade, clareza...) e a intenção também:
TRANSMITIR INFORMAÇÃO.
E é isso o que fazemos. Agora... como? Ah... não importa!

Era um broto; É uma rosa  

Posted by: Liz Silveira


É tão bonito ver uma flor brotar. É curioso observar a transformação de um delicado botão de rosa, por exemplo, reinando absoluto com toda a delicadeza ao descobrir os ventos, chuvas e raios de sol que o atingem pouco a pouco. É tudo novidade. Um brinde ao desconhecido!
Tempos depois, o vento passa voraz, bate na cara, traz areia aos olhos; a chuva afoga e embebeda a raiz e o sol queima de tão forte. Já não se trata de um pequeno botão. Aquela flor, ainda menina, se transformou numa linda rosa. Mas agora, cheia de espinhos...

A rosa hoje diz aos novos botões:
- “Os espinhos são poderosos escudos”

Pintando o 7  

Posted by: Liz Silveira


Hoje li sobre um estudo científico acerca do comportamento dos cachorros (cachorros que latem mesmo). Dentre os subtemas abordados, destacava-se a capacidade limitada dos caninos em enxergar as cores. Ao contrário dos seres humanos, esses bichinhos enxergam a vida praticamente numa escala de cinza, salvos alguns tons puxados para o azul ou verde.


É, agora eu entendo porque vejo tudo tão colorido... por um momento pensei que era uma questão pessoal esse negócio de ficar colocando graça onde não tem!


(risos...)


A saga dos pauzinhos  

Posted by: Liz Silveira


Você conhece alguma pessoa que afirme de pés juntos adorar comida japonesa mas que mal saiba distinguir uma, digamos, receita(?) da outra? Que segurar com elegância e habilidade os tais dos hashis (para quem não sabe, os abomináveis pauzinhos - ao menos o nome eu sei. Claro, devemos conhecer bem o inimigo! rs). Pois então, num daqueles dias aparentemente comuns em que nada de fantástico promete acontecer... de repente, o amor da sua vida aparece no estacionamento da sua faculdade. Ok, eu sabia que ele passaria por lá. O que eu não sabia é que ele viria com uma de suas gracinhas, rs... como um isqueiro lindo (Sim, eu fumo. Não, ele não gosta disso), dando-me a seguinte explicação:


- Isso não é para te influenciar, mas é que não quero que você fique pedindo fogo aos outros nas festas!


Realmente, fazia todo sentido! Bem... voltando aos hashis... depois de um passeio incrível (não, não sobrevoamos de helicóptero ou de balão o Cristo Redentor, apenas fomos comprar um Ipod no shopping para estimular uma tal de corrida!), fomos almoçar. Para onde ele me leva? Para um Japa da vida! Ok, o lugar é lindo, tudo delicioso e climinha mega romântico. porém, lá estavam eles, os HASHIS! Oh, céus... justo na hora do almoço, em que milhares de seres humanos normais (que sabem dominar pauzinhos) me flagrariam, e agora? O que fazer? Eu nunca tive problemas sérios com essas coisas, como derrubar um sushi cheio de shoyo na mesa, ou destruir qualquer coisa feita com arroz empapado e peixe cru no prato. Também jamais atirei um salmão na cara de alguém (ufa...!). Não, isso não. Mas não tenho coordenação motora nem para escrever às vezes!


Bem, lá estávamos. Eu, ele e a droga dos pauzinhos! Com garra e determinação olhei para os dois e não sucumbi ao medo de errar ou de ser expulsa do restaurante. Comi, ele riu da minha cara, comi novamente, ele riu mais uma vez, então, comi mais ainda. Ao final, quem estava rindo era eu, feliz da vida por mais um dia delicioso em que nada mais importava. Nem a pressa com os horários, nem os telefonemas inapropriados e muito menos os hashis. Estar ao seu lado e me render aos programas e clichês românticos é inexplicável!


Como combinamos, da próxima vez eu irei escolher o restaurante para que continuemos o nosso tour gastronômico em Salvador. E então, meu caro, será a sua vez de tremer na base! Pois, com certeza, escolherei um típico italiano!




rsrsrsrs...






AISHITERU!!!

Livre, leve e solta  

Posted by: Liz Silveira


Ao entrar no elevador é sempre a mesma coisa: ouço pessoas falando da vida de outras pessoas. A cena se repete em salas de espera, salões de beleza, corredores, ou qualquer outro lugar em que se concentrem dois ou mais seres. Daí paro e penso: será que as vidas alheias são tão chatas, vazias, igualmente fulgazes e tediosas que os bate-papos sejam sempre sobre terceiros? O engraçado é que nem sempre os comentários são maldosos... às vezes falam até bem dos "assuntos" da vez! (risos)

Bem... para quem está rodeado de gente assim, ou caso você mesmo tenha se identificado com este perfil, aí vai um conselho:

- Desvencilie-se de tudo (tudo mesmo!) o que sobra, resta... enfim, o que não faz diferença. O tal do "peso morto". Entram na lista roupas, sapatos, manias, entre outros... Imagine uma peneira bem grande e passe por ela diversos aspectos de sua vida. Deixe cair no seu mundo somente as coisas boas, significativas e que venham a somar. Enxergue-se, torne-se uma pessoa melhor a partir disso, só então vai perceber que nada é tão interessante quanto viver a sua vida para você mesmo, abrindo pequenas brechas para curiosos famintos e sedentos por informações a seu respeito. Ser o assunto é sempre melhor, acreditem! Por isso, às vezes devemos ser humildes o suficiente para dividir o doce com as outras crianças, não é mesmo? É muito ruim para quem está de fora ficar chupando dedo...

Certa vez li uma frase "das mais bacanas", era algo do tipo "todos crescem, porém, somente alguns evoluem".



Enquanto isso o sol brilha, a lua tá linda, as flores brotam sem parar e a minha bolha de sabão se torna dia após dia mais impenetrável...

Só um pouquinho  

Posted by: Liz Silveira


-"Só uma frasezinha, vai... qualquer coisa!"

- Tá bom... uma coisinha...


Eu te amo, eu tô brega, eu tô clichê, eu tô bobona! Você é meu, eu sou sua e o mundo é todo nosso!

Pra dizer que te amo  

Posted by: Liz Silveira


Estive pensando... todos dizem que é tão fácil falar. Realmente. É fácil dizer quando sentimos raiva, saudade, quando gostamos, estamos apaixonados ou "afim" de alguém. Mas ninguém havia me dito o quão difícil é falar de amor. Não me refiro a um simples "eu te amo". Isso aí tem gente que diz até ao vento num dia feliz. Estou falando de amor. Estou falando de agonia. E eu nem vou pedir ajuda aqui para isso, pois tenho quase certeza que quase ninguém sabe do que estou falando. Eu falando de amor. Amor que, tenho certeza, só se sente uma vez na vida. Mais que isso é morte cardíaca na certa.

Parece que por mais que eu grite até caírem minhas pleuras eu jamais conseguirei atingir a nota certa para que o mundo inteiro consiga entender o que eu sinto. Parece que por mais que eu repita numa mesma métrica um certo "amoamoamoamoamo" ao pé do ouvido, conseguirei esvaziar um pouco meu peito carregado de você e disso. Dizer a você que eu te amo muito é muito pouco. Cheirar cada centímetro do seu corpo na tentativa de guardar dentro dos pulmões todos os seus cheiros não adianta, é preciso sempre mais. Quando estou ao seu lado eu não respiro, eu suspiro. Quando te beijo não te beijo... enlouqueço, morro aos poucos, paraliso, estremeço, choro, grito, pulo e saio de mim para entrar em você. Posso te oferecer todas as músicas mais lindas do mundo, mas tenho certeza que amanhã quando estivermos dentro do carro ouviremos uma ainda melhor. Rir descontroladamente e pular no seu pescoço cada vez que você aparecer aqui com um chocolate em formato de flores ou coração, ou com cara de sono e um sorriso devastador de tão lindo só praa me dar um beijo de bom dia é tão fulgaz quanto quando meus olhos se enchem de lágrimas quando leio alguma coisa que me faz lembrar você. Ouvir e falar coisas que jamais pensei em toda a vida também é pouco, muito pouco.

Às vezes eu prefiro só sorrir e te olhar daquele jeito, pois sei que desta forma você vai me entender. Aliás, eu só consigo te olhar daquele jeito mesmo. Parece que quando olho pra você, meus olhos te fazem carinho, alisam teu rosto. Quando você está cansado eu quero te recostar no meu ombo e ver seus olhos fecharem e teus lábios sorrirem discretos. Quando você dorme eu quero te beijar mas não beijo, pois eu quero que você continue dormindo. Quando você me acorda com aquele seu abraço enlaçado e quentinho, me beija atrás da orelha e diz sussurando "eu te amo" e depois encosta a bochecha na minha... ah... eu quero dormir e acordar mais umas cem vezes! Eu gosto de ficar olhando você me olhar, me cheirar, pegar nos meus cabelos, segurar meu rosto e olhar dentro dos meus olhos... adoro a careta que você faz quando se espreguiça e diz "tô todo quebrado"! Gosto até quando você dá risada de mim ou quando fala que eu to fazendo tudo errado. Quando você acha graça de mim quando eu falo sério, ou me leva a sério quando eu tô fazendo graça. Adoro o jeito que você passa aquele creminho no rosto depois do banho e se explica dizendo que é pra não ressecar. Fico toda besta quando você tira sarro dos meus pés e depois olha pra mim e diz que eu sou linda. Também adoro quando me arrumo toda e a única coisa que você percebe é que eu tô com espinha. Eu sei que mais tarde, quando eu estiver um pouco distante, você vai ficar me olhando... e, se muito, vai dizer: "venha cá, minha pequena". Isso basta pra mim.

Aliás... você e tudo o que você faz e é para mim... basta.


Eu te amo

 

Posted by: Liz Silveira

As flores não são de plástico e nem brotam. As flores são de chocolate.

Reticências  

Posted by: Liz Silveira


A gente não precisa de nada que comprove, que aprove... pois a essa altura já não há o que nos desaprove. A gente não precisa esperar, prolongar ou adiar nada. Está tudo aqui, estamos aqui. Somos isso que nem eu nem você sabemos o que é pois, afinal, nunca fomos antes. Como crianças aprendendo a falar e andar, estamos aprendendo juntos a sentir e viver isso. E isso é tão bom...
A gente não quer nada, mas a gente quer o mundo. A gente quer engolir a gente o tempo todo e durante todo o tempo em que não estamos juntos, a saudade aduba nossas vontades. E é aí que o meu coração se enche de vaidade...
Com toda paz e calma das nossas manhãs, uma euforia vem de dentro e então, eis as questões: Será possível? Dá pra ficar mais feliz? A resposta vem segundos, horas e dias depois, quando os acontecimentos dizem "sim" por nós.
E o céu, o mar, as areias da praia, a música que toca no rádio, o vento no rosto, a chuva inapropriada e todo o resto também. Quando estamos juntos o mundo é todo nosso, as horas passam por nós, tudo ao nosso redor nos homenageia a cada segundo. Eu acho que é por isso que a gente vai até pro inferno juntos... até lá o Sr. Capeta nos abriria um sorriso gentil!
São beijos com vontade e abraços de verdade. O cheiro é sempre muito bom... e os sorrisos, hã? Eu, que nunca fui boba, estou adorando ficar e você, que nunca falou nada, está adorando falar...
Chega. Eu não quero mais nada. Só quero abrir os braços e fechar os olhos... contanto que você me abrace. Só quero encostar a cabeça no seu ombro e ouvir você dizendo tudo aquilo que você me diz nessas horas. Eu não me preocupo com mais nada, pois tá tudo certo, afinal, eu te quero e você me quer... até o resto do mundo parece ser mais legal.
Eu falo, falo e parece que não falo nada. Também, pudera, eu não sei nem o que é isso. Caso você saiba, por favor, explique. Eu tô aprendendo agora... e juro que quero continuar a aprender. Ahh, o que eu mais quero agora são essas reticências...

Um pouquinho de Vinicius  

Posted by: Liz Silveira

Meu amigo que tanto me conhece me enviou a letra de uma música do grande, fenomenal, genial, incrível, desigual Vinicius de Moraes. Obrigada, Phinha! Adorei essa música... rs... (e esse "menina" aí? Olha que eu to ficando velha, viu?),
Bem... voltando ao poeta e compositor, aliás, todo compositor é genuínamente um poeta. Também sou completamente pirada por Chico Buarque, ele compõe para as mulheres. Ele escreve com alma de mulher, é incrível... parece que sabe exatamente o que queremos ouvir. Ah, também sou apaixonada pelo Caetano e suas músicas atrevidinhas, rs. São tantos e tantas maravilhas musicais que temos... Jóias raras!
Essa Menina
Vinicius de Moraes e Toquinho
Você não tem mesmo o que fazer, essa menina
Como é que você já fica toda feminina
Como é que você olha pra mim
Com essa falta de respeito
Olhe que isso assim não está direito, essa menina
Como é que você novinha assim toda se empina
Como é que você quando me vê
Sai requebrando desse jeito
Tudo nesta vida tem a sua hora, viu?
Pois você me diga agora onde é que já se viu
Querer ser colhida assim tão fora de estação?
Olhe, essa menina, suma, vá-se embora, tenha compaixão
Eu já nem sei mais o que fazer com essa menina
Sem desmerecer sua beleza tão divina
Bem, ela vai ver, então vai ser
Tal como manda a natureza, viu?

Coração da Bahia  

Posted by: Liz Silveira


Ahh hoje passei pela Av. Contorno. Como é lindo ver os raios do sol já alaranjados e enfraquecidos invadirem as águas da Baía de Todos os Santos ao fim do dia... Aqui na minha terra deveria ser exigido por lei andarmos sempre com uma máquina fotográfica à tiracolo. Em todos os cantos parece que há um belo quadro surgindo. Basta mudar o ângulo, o humor e, principalmente, a depender do tempo, temos variações sobre um mesmo lugar.

Machuca muito perceber o comércio e seus arredores... a lendária Rua Chile, por exemplo, quase abandonados e em estado degradante (ao serem comparados ao que eram). Um cenário tão ímpar e alucinante como o que temos merecia todo o cuidado. Mas quem se importa...

"Batendo perna" por ali, senti como se o coração da cidade pulsasse pedindo socorro e dizendo:

- "Olhem aqui! Ainda estou viva! O mar continua lindo, o sol ainda ilumina do mesmo jeito e as folhas também balançam. Façam a parte de vocês, pois ainda quero fazer a minha... Que tal fazermos juntos?"

Pisando na lua  

Posted by: Liz Silveira


Olá caros,

sabe quando você tem tanta coisa pra dizer que na verdade não quer dizer nada? Quando você se transforma num balão cheinho de novidades para partilhar mas, de tão bom, você se torna egoísta e resolve guardar tudo para si mesmo? Talvez eu seja melhor escritora quando não estou tão feliz e satisfeita. É. É isso mesmo. Satisfação seria um grande inimigo de nós, aspirantes a alguma coisa que se assemelhe a "razoável" escritora, blogueira, jornalista literária... enfim, como quiserem chamar.

Mas o balão está prestes a explodir. Não dá pra segurar, preciso reciclar essa felicidade! Para esvaziar é preciso colocar pra fora e deixar que mais coisa boa entre! Agora estou de saída e um pouco atrasada, logo mais coloco um post digno do que quero realmente dizer.

Contudo, só para não deixar em aberto, posso adiantar que sei exatamente o que Neil Armstrong sentiu em 21 de julho de 1969 ao pisar na lua... e garanto, os efeitos colaterais são perigosíssimos! Mexe com estômago, cabeça e coração! Ah... na verdade "verdadeira", mexe da cabeça aos pés!

Que pena!  

Posted by: Liz Silveira

Eu tô com pena do mundo
Eu tô com pena desse todo mundo
Pena dos vermes
dos germes sem chão
Pena desses poucos grãos

Pena
Que pena!

Eu tô com pena de tanto desespero
de tanta gente só
Que dó!

É uma pena...
Eu sinto pena dos tão travestidos
Do chão de isopor
Dessa vida sem cor
Eu sinto pena de tanta coisa pequena
Ah... que pena!

Eu sinto pena de tanta barriga cheia
e cabeças vazias

Eu sinto pena do grão que ninguém regou
Dos vermes que ninguém curou
E da criança que ninguém amou
Eu sinto sim...

É... é uma pena, não?
Ahh... tenha dó!

Achei bonitinho...  

Posted by: Liz Silveira