Apenas... OUÇA.
Deixe seu coração apertar, permita-se emocionar.
VIVA, AME, SINTA!
Ao assistir o último filme da quatrilogia do memorável hollywoodiano Hannibal, captamos a razão daquele que antes era ainda pior do que um sub-humano.
É indescritível distorcer toda a narrativa de um filme em que nos choca do início ao fim. Seja em sua previamente considerada crueldade sem motivos, ou pela sabedoria do protagonista que nos conduz à história. Logo nos primeiros instantes do último filme, "perdoamos" todos os massacres cometidos nos seus precedentes.
É incrível e amedrontadora a frieza calculista e "monstruosa" do jovem e vingativo Hannibal Lecter. Ao mesmo tempo, permito-me a voz de quem concorda com a coragem e o amor de quem vive só (só de s-o-z-i-n-h-o) para os que já foram.
Sem mais, apenas digo que nós, reles mortais, guardamos sentimentos que desconhecemos e, certamente, jamais descobriremos. Somos capazes daquilo ou de muito mais - a depender da situação... Ou não.
O simples fato de achar uma plausível explicação para o ocorrido nos denuncia à nossa abstrata crueldade.Enfim... Assim somos, assim seremos. Mas, sinceramente, espero que jamais nos revelemos.
As palavras perda e ACM não rimam, não combinam, mal dialogam. Hoje a Bahia veste o seu luto e, embora haja um misto de alegria e alívio para os que não o admiravam nem suportavam ou toleravam, é inegável que esta foi, sim, uma morte significativa. O atual governador da Bahia, eleito neste final de mandato e de vida de ACM num prenúncio de que o ‘império’ e a hegemonia dele, ACM, chegavam ao fim, assim como sua vida, disse que haverá uma página na História da Bahia para tratar de ACM. Wagner foi modesto e econômico: uma página é pouco. Nos meus poucos anos de vida, pude politicamente perceber os efeitos do carlismo no meu estado e posso assegurar que ACM não é uma página apenas da história da Bahia, mas um livro inteiro, talvez mais de um volume.
Quando paro para pensar no que eu faria, sabendo que só me restaria mais um dia na condição de uma reles mortal, penso que, primeiramente, seria impossível. São muitas coisas. Muitos sonhos, vontades e curiosidades para experimentar. Mas, posso tentar fazer uma prévia das minhas prioridades.
Primeiramente, uma grande parte deste precioso dia seria destinada a ficar ao lado do homem que eu amo e fazendo amor como jamais pensei que seria possível, pois, nas minhas últimas 24 horas, milagres aconteceriam. Escolheria o lugar mais alto e lindo que houvesse no mundo, com o céu mais azul e cheio de pequenas nuvens, um sol radiante e nada escaldante, as mais rosadas flores, e lindas borboletas amarelas voando. Ah, também não posso esquecer dos beija-flores com barrigas azul-marinho ou “cor-de-burro-quando-foge”! Assim como nos desenhos da Disney. Também aproveitaria para dizer tudo o que jamais seria possível em um só dia, diria tudo – exatamente tudo – o que tenho para falar, das coisas mais lindas e puras às mais vergonhosas e infames!
Além de todo este irresistível cenário de amor, eu satisfaria todas as minhas vontades ridículas e infantis, como comer 50 chocolates ao leite com recheio de caramelo, e fazer todas as minhas refeições no fast-food do shopping, com o máximo de gordura saturada e suculenta possível, por favor. Com absoluta certeza faria uma total lipo-escultura e colocaria silicone nos seios. Roubaria uma Ferrari vermelha conversível e dirigiria enlouquecidamente pela Linha Verde enrolada numa toalha de banho branca e usando um chapeuzinho de palha chiquérrimo. Na cara, um óculos escuro enorme super fashion e um batom vermelho. Assim como o que Marisa Monte usa; acertaria as contas com todas as infelizes criaturas que menos suporto no mundo quebrando um dente de cada uma, os frontais – claro; abriria todas as gaiolas que prendem belos pássaros, inclusive as da minha casa; daria caviar aos meus cachorros, só pelo simples prazer de vê-los comendo o que outros tipos de cachorros acham chique; diria EU TE AMO zilhões de vezes aos meus pais e irmãos, e agradeceria todo o amor que minha avó sempre me deu.
No fim do dia, reuniria meus amigos mais importantes e faria a festa que eu sempre quis, com tequileiros, boate “bombando”, balões em preto e branco, telão com fotos das passagens mais importantes da minha vida e artistas que brincam com fogo. Também beberia os melhores e mais variados drinques até não poder mais. Depois de um delicioso banho de espuma, compraria a maior cama do mundo só para poder adormecer ao lado das pessoas que hoje mais importam na minha vida, e, todos abraçadinhos, esperaríamos pelo fim do mundo.
Uma vez, um jovem mais animado e desprovido de senso crítico lançou uma camiseta que deixava o umbigo à mostra, fato que, inegavelmente gerou a maior gozação. Na época da discoteca rolava mixagem, depois vieram “Os embalos de sábado à noite”.
Mascar chicletes, usar blusões de couro e cabelos com brilhantina faziam parte da época. Sem querer desmerecer o trabalho dos estilistas sérios e contemporâneos, acredito que não houve moda melhor que a dos anos 70. Algo realmente inovador, sem muitos padrões econômicos nem sociais. Uma verdadeira liberdade de expressão através das vestimentas. Para os que desfrutavam o doce frescor da juventude da época, parabéns. São, realmente, uns felizardos.
Para “a galera” da cidade baixa de Salvador, não era diferente. O ruim era apenas aquele sobe e desce de ladeiras com aquelas calças tão apertadas que pareciam que iam estourar a qualquer momento! Tal façanha exigia um exímio controle das pernas, juntamente com o rebolado do quadril, principalmente dos homens, uns “estranhos no ninho”. A moda ali chegava bem rápido também, uma das grandes características dos moradores de Itapagipe era o grande entrosamento de uns com os outros, o que gerava uma incrível velocidade de comunicação e chegada de novas informações. Eles sim, estavam na moda.
O sábado à noite era sinônimo de diversão, vestir-se também! Hoje é sinal de confusão e status. Classes dominantes e classes dominadas. Que atraso!
Mesmo sendo uma legítima data comercial, sabemos o quanto é especial ter alguém para encher de carinhos e denguinhos, numa meninice aguda de ternuras e presentinhos!
Sair para fazer as compras do dia, se embelezar toda à espera do seu amor... Imaginar como será a noite tão esperada... Humm
É realmente uma lavagem na alma, parece até que será o nosso primeiro encontro!
Há toda uma preparação anterior ao "grande dia" : Que roupa usar? E qual perfume? Como faço com os cabelos? Será que ele vai gostar? E a cartinha? O que será que ele escreveu para mim?
Rsrs
Enfim, não minto que por trás de todo um discurso moralista e social anti datas comerciais, existe um coração apaixonado à espera do 12 de junho que, finalmente, chegou!
Agora deixem-me ir que tenho muito a fazer!
Esperar escurecer...
Ai ai, o amor está no ar...
Eu sinto saudade da felicidade
Saudade de gargalhar
Saudade de sair do lugar-comum
Saudade de viver de verdade
Eu sinto saudade de poder ser
Sinto saudade de saber o que é um final de semana
Sinto saudade de mudar de ares
De me sentir mais viva
Sinto saudade da antiga EU
E de ser menos ISSO
É feriadão e eu estou em casa.















Uma jovem jornalista baiana que busca nas palavras um efeito catártico. Viciada em filmes de arte/alternativos/europeus e leitora compulsiva até de rótulo de shampoo; Ouço jazz e rock anos 80; Quando o assunto é religião, sou preta por dentro e branca por fora; Impaciente, curiosa e xereta; Consigo achar razão na emoção; Às vezes sou muito vaidosa e consumista; Maiores pecados: gula e luxúria.