Disse tudo...  

Posted by: Liz Silveira

" Não há tempo consumido
num tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
De amor e tempo de amar"

C. Drummond de Andrade


Shiu...  

Posted by: Liz Silveira


Hoje enxergo as pessoas tão pequenas, com valores tão insignificantes, numa doentia pobreza de espírito. Espanto-me com o valor que dão ao ter, e ao ser quem não são. Irrito-me com picuinhas e “nigrinhagens” típicas de muitos seres humanos nada éticos ou corteses. Fico enjoada quando paro para ouvir o “nada” que muitas pessoas têm a dizer. Prefiro me entocar no meu mundico “anormal” aos olhos dos dignos de pena, estes sim... Tão COMUNS.
São importâncias tão irrelevantes que pairam na cabeça destas reles pessoas... Como têm coragem de abrir a boca para falar tantos “nadas”? E o pior, por que eu ainda dou atenção?

Ai, que vergonha de existir e participar por osmose deste meio.

Fazer nada...  

Posted by: Liz Silveira


Estou tão cansada que não quero fazer nada, até sorrir cansa!

Estou com uma vontade de sentar na cadeira de balanço da minha avó e ir para lá e para cá esperando que o tempo me decomponha por inteiro.

Ao final, certamente, já estarei bastante descansada.

Tenho coisas para fazer, coisas que devem estar prontas depois de amanhã...

Mas que preguiça!

Esses afazeres são tão chatos que brigam entre sí numa disputa demente de importâncias.

Rs

Mas só para pirraçar, deixarei estas duas tarefas de molho... até me dar vontade, ou até eu me decompor.


O tempo está tão bom, um friozinho que pede cama e edredom!


Ai, que bom seria se assim não fosse...

Vivendo para amar  

Posted by: Liz Silveira


O amor pode agigantar a menor molécula de qualidade e resumir a poeira vendavais de chateações. É o que disse Drummond: “amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor (...) Amar solenemente as palmas do deserto (...) um vaso sem flor, um chão de ferro e a rua vista em sonho”. Deve-se amar cada bobagem, cada centímetro, cada vontade. Esta poesia, aliás, começa com a pergunta “Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?” E eu vou responder: Não pode nada! Porque Amar é uma obrigação (deliciosa) da vida.


Como eu não poderia deixar de citar o maravilhoso Shakespeare, lá vai:

“Triunfe o amor, e eis tudo será resolvido”.


Pensem nisso com carinho...

Só você  

Posted by: Liz Silveira


Quem mais se não você para me olhar tão brandamente?

Quem mais se não você para me sentir mesmo distante?

Quem me entenderia mesmo sem explicações?

Me surpreenderia nas melhores situações,

ou me suportaria nas piores...

Ah, amor

quem me faria amor tão intensamente?

Quem mais se não você, para ouvir os meus anseios e alcançar meus devaneios?

Quem mais se não você, para me parar por horas só para em tí pensar?

Quem mais seria capaz de me fazer sentir tão intensa emoção?

Quem?

Quem mais me proveria tamanha felicidade?

Só você para me fazer compreender que o amor e o ódio realmente andam juntos,

e que não há mais no mundo tão mista emoção...

A aquarela da vida  

Posted by: Liz Silveira


... e às vezes parece que a cor da vida foi congelada em Preto e Branco.


A aquarela sumiu, escondeu-se de nós. Deu lugar às falhas impressões em papel manteiga. Deu branco em como ser feliz, hoje é só dureza. Corações escuros, assim como os seus pulmões!

Ah, não mais vejo tantos arco-íris, para onde foram os potes de ouro e as outras crenças?

Sumiram...

É tudo tão concreto e nada opcional...

Voltemos a acreditar em fadas, princesas e gnomos. Nos ajuda a viver.

Pensando bem, já não mais vivemos... Morremos a cada dia que passa.


Verdadeiro intelectual  

Posted by: Liz Silveira


Um intelectual não deve ser sofisticado de um modo cristalizado pelas elites. Deve-se haver o contato com as massas e maiorias populares.

Pureza  

Posted by: Liz Silveira


As crianças são criativas porque ainda são virgens em muitas coisas, ainda não tiveram muitas "primeiras vezes" e não conhecem ainda a fria verdade sem graça que nos apresenta a vida. Seus olhos ainda não estão cansados e muito menos cheios de tudo o que não viram... Por enquanto, tudo é novidade.
Viva à pureza e à falta de experiência!

Mesmice enjoativa  

Posted by: Liz Silveira

Ando um tanto quanto cheia desse povo tão igual e nada autêntico, dessa coisa tão idêntica...
Estou tão entediada por tamanha falta de criatividade alheia, que já não mais bato palmas ou recomendo.
Ando tão desacreditada que quase choro quando avisto um diferente entre os tantos tão normais, tão iguais.
Para mim, hoje o belo é o antigo, ou aquele quase não visto.
Ser igual é tão cansativo...
E o pior é que não entendem, já não percebem, tamanha é a coercitividade social. Ah, Durkheim...
Esta "bulímica" consciência é cansativa, não me aflora bons devaneios.
O moderno é tão retrógrado, tão sem nada novo que virou antigo. Um passado presente, que contamina os não doentes.
Seria bom sair na rua e enxergar e essência de cada um, mas elas se escondem, não mais se reconhecem. Talvez, já não existam...
"Bom" é assistir de longe, com cuidado para não se contaminar.

Tradicionalismos enjoam. Mesmices modernas e tais pessoas também.
Escassez intelectual apavora. Conformismos também.

Neste caso, o remédio é estar apático.

Um VIVA aos bregas, ao menos inovam.

Enquanto isso, há vida lá fora...  

Posted by: Liz Silveira


Coisas acontecem, independem de razões e de momentos. Não se importam se você está lá para ver, ou não. Certas coisas são egoístas, nos excluem de sua existência. Ou será que são apenas acanhadas? Ah, essas coisas...
Os dias amanhecem em uns lugares, adormecem em outros. O tempo urge, e não há como aplaudir todos os espetáculos da natureza ao mesmo tempo. Não somos velozes o suficiente. Infelizmente.
O tempo. Seria ele um contestador dos nossos limites e habilidades? Tais como: memória, velocidade e humildade? Humildade sim, e o suficiente para nos contentarmos com apenas 24 horas por dia para “darmos conta” de tantas tarefas.
A rotina. Talvez ela seja a maior vilã da pós-modernidade. Sim, porque numa época onde a pressa, a velocidade e a curiosidade imperam, ter a consciência de que ainda não temos a capacidade de nos tornar onipresentes nos desagrada bastante. Isso tudo porque, enquanto isso, o mundo gira lá fora. Portanto, o tempo e a rotina são limitadores de ações. Ter hora certa para acordar, comer, trabalhar e dormir é um pouco chato e muito repetitivo, além de não permitir “sobras de tempo” para desfrutar com outras coisas alheias. Muito chato.
É comum observar as pessoas insatisfeitas com suas atuais atividades e almejando a situação do outro, ou idealizando suas vontades enquanto reclamam da vida. Sempre pensam que poderiam estar fazendo outra coisa ou estar em outro lugar completamente diferente do qual estão agora, aproveitando o tempo ao invés de “desperdiçá-lo”. Todos são realmente diferentes, não apenas em sua forma física ou em ideologias a seguir, mas em suas ocupações e prioridades: Enquanto uns trabalham, outros dormem; uns riem, outros choram; uns brigam, outros se reconciliam; uns vão, outros voltam; uns nascem, outros morrem.
Enquanto isso, com tantas diversas situações acontecendo em um mesmo instante, nada melhor que concluir o que está fazendo para depois poder sonhar acordado. Fazer por onde, para ao menos em pensamento acompanhar tudo aquilo que temos vontade, até que um dia consigamos alcançar uma particular velocidade para presenciar tudo o que quisermos.

Dia internacional da mulher  

Posted by: Liz Silveira


Dia internacional da mulher.

Por quê não um dia só para os homens também?

Ah, essa é fácil: o dia do homem é todo dia.

Claro, agradeçam a esta maravilha de sociedade machista e meramente patriarcal. Ah, méritos à igreja católica também devem ser dirigidos, sua participação foi de crucial importância ao longo de toda essa história.

O homem, aquele ser metódico, forte e destemido que conduz a vida e faz tudo se tornar possível. Gestação, parir, criar, cuidar, menstruar, cozinhar, lavar e arrumar. Ora pois, que besteira! Para quê precisam disso? Bobagem.

O dia 8 de março é mesmo engraçado. Com uma peculiar ironia, digamos assim. É um tal de parabéns para lá, abraço para cá. Manchetes, primeiras capas de jornais, especiais em TV. Tudo destinado às mulheres. Que belo...

Aproveitemos, meninas. Botemos nosso salto alto e vamos comemorar! Porque HOJE é o nosso dia.



Superhomem (A Canção)

Um dia Vivi a ilusão de que ser homem bastaria
Que o mundo masculino tudo me daria
Do que eu quisesse ter

Que nada Minha porção mulher, que até então se resguardara

É a porção melhor que trago em mim agora

É que me faz viver

Quem dera Pudesse todo homem compreender, oh, mãe, quem dera

Ser o verão o apogeu da primavera

E só por ela ser

Quem sabe O Superhomem venha nos restituir a glória

Mudando como um deus o curso da história Por causa da mulher
(Gilberto Gil)

Encontros; desencontros  

Posted by: Liz Silveira


" A vida é a arte dos encontros."

(Aristóteles)

"Embora haja tantos desencontros na vida..."

(Vinícios de Moraes)

Meu caminho de todas as manhãs  

Posted by: Liz Silveira



Costumo dizer que o meu caminho começa antes de acordar, com o “infeliz” do meu despertador prestes a tocar. Assim que ouço aquele barulinho, já tão conhecido e repetitivo para os meus ouvidos, entendo a mensagem “zuadenta” - que pirraça! Levanto-me, e então me deparo com aquela difícil missão de entrar no chuveiro, que por mais quente que pareça, às 6:12 da manhã é MUITO frio.
Café da manhã? Nem pensar! Meu aparelho digestório ainda não está apto para entrar em ação. Deixo isso para mais tarde...
Saindo de casa e pisando na varanda, meus seis cães me abordam naquela euforia incompreensível logo às 7:00 horas da manhã! Para melhorar este quadro, meu casal de papagaios me surpreende com o seguinte rotineiro bordão: “Loro viado; tabaréééu; café; café...”. Coisas que só o meu “amável”pai seria capaz de lhes ensinar.
Tendo chegado ao ponto de ônibus, tenho tempo o suficiente para me recuperar de tal baque auditivo e visual. Sim, um baque! Pois, por mais que isto se repita cotidianamente, ainda assim não me sinto preparada para tal façanha logo pela manhãzinha.
Sou “rata de ônibus”, mas, mesmo assim, odeio com todas as minhas forças este meio de transporte coletivo. Ninguém o merece! É um tal de empurra-empurra, segura ali, o cuidado para não cair, e a projetada máxima atenção às mãos alheias que me incomodam, e MUITO!
Outra coisa que não suporto no meu caminha de casa até a faculdade é o entra e sai de vendedores ambulantes. Ô coisa chata! É certo que a viagem não fica tão chata quando o ônibus não está lotado, pois, quando isso ocorre, para mim, é garantia de dor de cabeça.
Ao chegar na faculdade, até relaxo... O único problema é pensar que na hora de voltar para casa, outra história parecida estará prestes a começar.

Escrever é uma arte  

Posted by: Liz Silveira

Cada um guarda uma razão para os seus dizeres e, a depender de suas intenções, os vêm de formas diferentes.
Sendo a escrita mais um dos frutos da necessidade da comunicação interpessoal, hábito não tão contemporâneo, e, em se tratando de uma rápida evolução tecnológica vivenciada pelos reles mortais, este prazeroso ato (para alguns) pode ser deixado para trás. Sim, num mundo onde teleconferências substituem a presença humana, e os e-mails ou programas de mensagens instantâneas nos fazem esquecer as tão puras cartas, por quê não um programa que “delete” de vez o antigo hábito de escrever?
Ao parar para refletir sobre o motivo pelo qual escrevemos, deparamos-nos com respostas que nos levam a dois caminhos: prazer, ou necessidade. Bem, prefiro afirmar que escrevo, pois acredito que esta é uma arma a favor da liberdade. A palavra que te “alisa” é a mesma que te “fere”. Pode ser pacífica, ou mais perigosa que a mais perigosa força bélica. A escrita é uma arma, saber usá-la é uma dádiva.
Sinceramente, fico imensamente feliz ao encontrar um lápis e um papel ao meu alcance quando estou entediada ou presa em uma atividade pouco interessante. Parece que tomo uma injeção de ânimo instantânea.
Transpor pensamentos, acontecimentos e sentimentos é algo de incomensurável emoção. Uma tarefa sem limites ou privações – de preferência. Saber que através dos nossos escritos, pessoas choram, riem, ou se conformam, nos dá ainda mais força para continuar a fazer o que mais gostamos, e com ainda mais paixão.
Escrever para quê? Eis a questão. Levando-se em conta que a obra muda de acordo com o estado de espírito do autor, deve-se imaginar que ao escrever para o mundo, o escritor desenvolve um grandioso ato não-egoísta para com o próximo.
Artistas, assim os chamo. Aqueles que em meio a vírgulas e travessões conseguem esculpir grandiosas obras-primas, capazes de nos fazer transpirar coração e pulmão ao mesmo tempo, oscilando os batimentos cardíacos e a respiração ofegante e emocionada em um mesmo instante. Assim espero o fazer.
Bem, há de se convir que as pessoas que escrevem, ou que são grandes apreciadoras da leitura, como jornalistas, teóricos, sociólogos, filósofos e poetas, são mais interessantes do que as que por toda a vida calculam. Perdoe-me você, matemático, engenheiro ou físico nuclear. Mas, pessoas assim se tornam um tanto quanto mecânicas. A escrita é uma arte, e exige outro tipo de pensamento, nada quadrado ou pré-formulado.

A leitura exige pensamento  

Posted by: Liz Silveira

Internauta, você há de convir que as pessoas que escrevem, ou que são grandes apreciadoras da leitura, como jornalistas, teóricos, sociólogos, filósofos e poetas, são mais interessantes do que as que por toda a vida calculam.
Perdoe-me você, matemático, engenheiro ou físico nuclear; mas pessoas assim se tornam um tanto quanto mecânicas. A leitura é uma arte, e exige pensamento.

Dias felizes  

Posted by: Liz Silveira


Serei a mais feliz pelo simples acordar ao seu lado
Por sentir o seu suave hálito
Contentes das frutas que nos proverão as manhãs
E aquelas árvores, ahn?
O pôr do sol mais lindo será o nosso
Com aquele laranja celeste
que só aos nossos olhos se pode ver

Feliz do dia em que adormecer será viver de novo
Posso sentir os grãos de areia nos pés
Prever o barulho das marés...
Feliz da noite que iluminará
E da estrela que guiará

Ah, se eu pudesse contar
Quanto tempo perdi sem você...
Mas os dias de sol irão chegar
E o maior raio iluminará
Aquilo que só não vê quem não quer

Serei a mais feliz quando puder te olhar dormindo
Quando acordar beijando
E for dormir te amando
Só estarei sorrindo...
Felizes dias de céu e mar
Você e eu
E nada mais

Diz...  

Posted by: Liz Silveira



Será que existe coisa mais bonita?
Onde está?
Diz pra mim...
Deixa-me tentar explicar o que acontece
Deixa-me acordar e sentir
Desse jeito tão lindo e brando
Minha mente adormece
Junto à calmaria vem a tensa paixão
Ah, doce sensação!
Diz pra mim
Onde está?
Fala a verdade... Não se emule
Acalma o meu coração que só quer te ouvir
Além das canções
As palavras belas que esquentam a alma
Vai, realiza meus desejos
Acalanta-me!
Diz...

Clareza  

Posted by: Liz Silveira


As coisas quando mais claras tornam-se tão mais fáceis...
Mais leves
Quando expressas no momento certo
No tom adequado
E na velocidade precisa
São tão mais fáceis,
Que se tornam quase imperceptíveis
São melhores assim...
Palavras chaves às vezes atrapalham
Palavras ao vento também...
São melhores quando ditas com clareza e conhecimento de causa
Coisas claras são mais simples
Palavras simples são tão claras...

Amor  

Posted by: Liz Silveira


O amor é a palavra que liberta
diante da sua sabedoria de ser e estar
enquanto tudo parece um turvo céu
nada mais é
além de olhos embaçados
O amor que guia os passageiros é o mesmo que ensina a viver
é o mesmo que nos nina e desperta
tão sábio diante das dúvidas e incertezas
ele nos alcança sem querer
Palavra libertina
O amor é clandestino
Amor em água
Amor em ar
É súdito dos seus sonhos
E senhor do querer
Sendo a mais bela palavra da vida
deve-se seguir amando
Que seja então em atos
Queira ele estar vivo
Independente das boas ou más vistas
ame enquanto vive
viva amando enquanto podes.

Usa-me. Abusa-me.  

Posted by: Liz Silveira


O amor me usa
Ele me abusa
Suga o ar de mim
Deixa-me confusa
Entorta-me a boca
Faz-me de uma louca
Sem ter dó nem si

O amor me usa
Ele me abusa
Aperta-me o coração
Ele ri de mim
Traz-me o sol na noite
E me pede a lua
Não me deixas dormir

O amor me usa
Ele me abusa
Rasga-me a roupa
Tira-me o juízo
Estraga-me o estômago
Não tem dó de mim

Sem amor não vejo
Sem o amor não cheiro
Sem o amor não sinto
Nem ouço a ti

Deixo que me abuse
Mas também lambuze
Faço que me use
Sem saber o que farei de ti
Então assim eu sigo
Amando e querendo
O amor mais sereno e louco que já ví