Grandeza  

Posted by: Liz Silveira


Tenho mania de grandeza. Tenho mania de achar que tudo é maior e mais relevante. E tenho achado isso da vida...

Com uma pequena e grande ressalva: quando me refiro a vida, é em relação aos que sabem mesmo viver. Aos que não despertiçam as coisas realmente boas, aos que aguçam e alimentam sua própria curiosidade pelo mundo, aos que sabem apreciar tudo o que é mínimo, tudo o que é raro e pouco falado, conhecido ou popularmente estratificado.

Tenho pena quando vejo a quantidade de pessoas superficiais por aí. Todos ouvem as mesmas músicas, lêem as mesmas revistas, idolatram os mesmos cantores e assistem aos mesmos filmes. Além de tudo, comem as mesmas comidas e se vestem sempre iguais às outras. Gestos, choros e piadas não fogem à regra. Tudo tão plastificado, tão pouco original.

Não condeno quem gosta da Sandy, do KLB ou NX Zero, não... Mas ninguém gosta, eu acho. Ouvem por que os outros estão ouvindo por aí. Que coisa! Comecem a gostar de algo por que te desperta alguma emoção, por que você admira a qualidade técnica (ou mesmo a falta dela) do artista em questão. Gostem de um escritor por que ele é irreverente, de um ator por que interpreta bem e de uma música por que, ao menos, te faz lembrar alguém. Além de tudo, por que fez história, marcou época. Enfim...


Mas, voltando ao sentido de grandeza que quis supracitar... às vezes, meia hora de uma boa e incessante conversa já bastam para que eu tome uma injeção de ânimo e volte a exercitar minha crença no ser humano. Hoje, por exeplo, renovei a minha!


De qualquer forma, às vezes ainda me sinto muito pequena diante da imensidão desse universo e das coisas ao seu redor. Sinto-me impotente, por exemplo, quando não posso satisfazer o meu desejo de compreender aquilo ou aquela coisa lá. Sinto-me impotente quando sei que existe um metrô na Rússia onde tem cartazes rebeldes originais da época da Revolução Russa e que, difícilmente, tocarei neles. Sinto-me um nada quando imagino o calor do verão de Toscana, mas só imagino, já não posso descrevê-lo. Assim como suas muitas províncias rurais ou até mesmo as cidades com lindas construções renascentistas arquitetônicas, um verdadeiro berço da civilização antiga! Pior ainda me sinto quando vejo as fotos dos bairros góticos de barcelona, com sua arquitetura exuberante, ou pisar o mesmo chão que Antoni Gaudí pisou e embelezou... Esses e tantos outros lugares mundo afora. Ocidente e oriente, norte e sul.

Outro sentido de grandeza que quis atribuir foi ao de que às vezes esquecemos de como somos felizes ou como deixamos essa tal felicidade escorrer por entre os nossos dedos como água, sempre em busca de razões ou mais, mais, mais! Quem tem a capacidade, ou ao menos um ou dois motivos para acordar de bem com a vida e rir ao final do dia, já é o suficiente para se considerar feliz; grande! Felicidade não é estampar um largo sorriso falso no rosto quando na verdade quer mesmo é xingar alguém. Ou muito menos segurar o choro quando está triste ou com dor. Quando disse grandeza, quis me referir às pequenas grandes coisas. Isso sim. Para mim é muito.

Bem, já que não posso tocar ou pisar no mundo todo, quero ao menos entender um pouco mais o meu, o seu, o nosso.


É... não posso mentir. Mesmo ainda tão sutil, tão pequeno e tão breve, esse mundinho aqui que em dias completará o frescor dos 21 anos me consome toda energia! Rs...




Ê mundão booom...

Cinema no Paseo Itaigara (?)  

Posted by: Liz Silveira


Supõe-se que que serão inauguradas ainda neste segundo semestre de 2009, duas salas de cinema no Shopping Paseo Itaigara. Supõe-se que as mesmas serão patrocinadas por uma grande empresa de telefonia. Supõe-se que o grupo Grupo Sala de Arte teria cartão verde para utiliza-las, aumentando as nossas (pouquissimas) opções de espaços dedicados a filmes de arte em Salvador.


Não sei por que, mas suponho que sejam apenas suposições...

Será que no burguesóide Itaigara há público alternativo suficiente? Além do quê, de acordo com um funcionário do Cine VI, o GSA ainda estaria em fase de captação de recursos e com dificuldades neste aspecto (oh, mas que surpresa...).


No máximo, em breve estas mesmas salas estarão inaugurando com os seguintes cartazes:

"Duro de Matar XX" e "High School Musical XV"

Nonsense  

Posted by: Liz Silveira


Às vezes é melhor não sair de casa, juro!!! Só tem doido nesse mundo... eu hein?!
Vou fazer igual aos personagens do site de humor mundocanibal.com.br, rs:

- "Eu aprendi que quando um desprovido de noção resolver me assustar a culpa é minha!!!"


humpf...

Pecado  

Posted by: Liz Silveira


Eu não acredito em muitas coisas. Nunca acreditei em sinais, terceiras dimensões, Adão e Eva e muito menos no tal do paraíso. Eu sou do tipo que acredita em macacos, Et´s e na teoria do caos e do Big Bang. Eu sempre achei o padre Quevedo uma comédia e me divirto mais com as previsões da Mãe Dinah do que com quealquer outra coisa. Sou católica e tenho meus chamegos com meus santinhos, sim. Porém, nunca entendi muito bem o que seriam os pecados... Agora eu entendo:


Pecado? Pecado seria não perceber os "céticos" sinais. Pecado seria não pereber que um olhar, muitas vezes, vale mais do que mil palavras; que um abraço desarma mais do que qualquer ameaça e que um beijo paralisa todos os nossos sentidos e devaneios. Pecado seria não tentar entender porque alguns sentimentos, de repente, nos despertam reações contraditórias (poderia a agoniazinha da saudade nos arrancar sorrisos discretos do nada?). Pecado seria não acreditar, ao menos uma vez na vida, em frases feitas sobre destino e todas as coisas "bobas" do tipo. Pecado é se fechar para o mundo quando todas as coisas - antes tão tolas - parecem sorrir para você; quando toda a leveza do mundo parece reger o seu dia a dia. É neste exato momento que penso:

- Não. Eu não vou pecar!

Sonho esquisito  

Posted by: Liz Silveira


Tenho sonhado coisas estranhas. Outra noite, sonhei algo assim:


Havia uma melodia suavemente abafada pelo som da chuva crescente. As cores eram mornas e se mesclavam com algumas nuances quentes. Tinha um cheiro de madeira e outro que ... não sei bem, mas seria muito estranho dizer que esse cheiro parecia de frio? Havia também uma janela de vidro fechada e decorada pelos pingos d´agua. A cortina branca entreaberta mexia em câmera lenta. Um barulho estranho ecoava na penumbra do ambiente. Um olhar surgia fitando um outro que parecia perdido. O clima assemelhava-se com desespero. Mas não era um desespero comum, era na garganta. Desespero com gritos abafados...


Bem. Como sempre, eu e meus sonhos estranhos e inacabados.


Partilhai-vos!




Fatal  

Posted by: Liz Silveira




Numa das noites que denomino minhas, só minhas e de mais ninguém, resolvi voltar ao bom e velho costume de alugar um filme e assisti-lo madrugada adentro na companhia de uma bela barra de chocolate ao leite. Ainda na videolocadora, passei o olho rapidamente nas prateleiras hollywoodianas, mas nenhum dos protótipos comerciais mexeram muito com a minha curiosidade... juro que tentei! Enfim, o escolhido foi o recém lançado Fatal, na direção da espanhola Isabel Coixet. Foram quase duas horas de olhos presos à tela da TV, cabeça hiperativa e coração ora acelerado, ora apertado. Não esperava e nem o enredo prometia mas, ao final, sim: uma(s) lágrima(s) caiu(íram), não nego.


Você pode alugar este mesmo filme e não gostar. Ou até decidir rir em vez de chorar. Ou, ainda, dormir impaciente às delongas dos personagens.



Um filme extremamente intimista, cuja produção e roteiro minimalistas narram a vida de um famoso professor de 65 anos - que jamais havia se entregado à paixão - é explorada. De repente, uma jovem 30 anos mais nova aparece em sua vida e quebra todas as regras deste eterno solteiro. Um misto de sedução, romance, ciúme e drama compõem o clima da trama. Mas não é só isso, há muito mais.


Às voltas com o aflorar deste sentimento, antes tão repugante aos olhos do cultíssimo David, percebemos detalhes comuns ao nosso redor. Frases chave como "A beleza está nos olhos de quem a vê" ou "As mulheres bonitas são invisíveis" começam a fazer sentido a partir do momento em que um romance, aparentemente previsível, dá uma reviravolta impressionante. Reviravolta não no sentido de que as situações se invertem e tudo muda de lugar. Refiro-me à real simplicidade do que realmente estava acontecendo entre os dois, mas estereótipos, medos e orgulho os fizeram cegar.


O que me entristesse é que, de todas as resenhas e críticas que li sobre Fatal, nenhuma delas explorou a alma do filme. Todas se restringiram ao clichê da obssessão sexual entre o professor e a aluna. Sim. Isso existe durante todo o filme. Forte erotismo, sentimento de posse doentio... Mas não é só isso.


Assistam. Vale à pena para quem se interessa pelos verdadeirs labirintos que são os sentimentos e razões humanas. Agora... se estiver procurando sexo explícito barato, vá a outra sessão. Aquela proibida para menores de 18 anos...





 

Posted by: Liz Silveira

Dizem que hoje o dia está nublado. Dizem que está feio.
O vento frio e congelado acaricia nossos ombros enquanto as árvores parecem brincar de estátua, mas riem de cócegas quando os frutos caem e as fazem balançar. Os micos, um tanto tristes, passeiam por entre os galhos em busca de abrigo. De repente, não menos que cinco pássaros voam em diagonal rumo a um destino qualquer em comum. Isso tudo enquanto o sol, presunçoso e insistente, busca espantar as nuvens tão ranzinzas à procura de um espaço para reinar lindo novamente. E consegue, mesmo que em tímidos raios em forma de flechas.
Ainda assim... ainda dizem que dias assim são feios, que não há vida!
EU não diria isso...

Tradição domingal  

Posted by: Liz Silveira

Ouço um barulho. É o típico barulho da minha casa; barulho de domingo. Abro os olhos, esfrego-os com as mãos. Meu pescoço dói: novamente dormi de mau jeito. Estigo os braços, deslizo os pés sobre o lençol fininho que cobre o colchão, sempre faço isso, é sempre tão friozinho... Pego o celular, alguma chamada perdida e já passam das 10h. O barulho da casa continua, tento captar a cena do cotidiano só com o diálogo dos personagens: meu pai está saindo rapidinho para resolver qualquer coisa de última hora; meu irmão fala alto chamando a atenção de meus pais para alguma coisa interessantíssima que ele acabou de ver ou descobrir; minha mãe está mandando ver na cozinha e pede para o meu pai não demorar na rua, pois o almoço promete; meu pai liga o carro e sai; ele volta, pois esquece alguma coisa; meu irmão decide ir com ele; minha mãe, reinando na casa aparentemente vazia, pois a empregada está de folga, cantarola alguma música bem antiga com direito a notas altíssimas e gestos teatrais; silêncio; conto até cinco e ouço suas passadas nada singelas; a maçaneta do quarto se abre e ela diz:
- Filhaa... vem ficar aqui comigo, estou sozinha!
Digo que já vou em instantes, pois ainda estou em processo de acordar (preciso sempre de minutos em silêncio para isso); ela faz cara de triste mas relutantemente diz "tá bem...". Gostaria de ficar mais na cama, mas sinto remorso por deixar minha mãe se sentir "rejeitada" e rapidamente me levanto. Vou ao banheiro, faço meu ritual de banho, escovo os dentes, dou uma checada na pele, reclamo daquela espinha na testa, coloco uma roupinha velha e confortável e corro para a cozinha onde verdadeiras alquimias gastronomicas acontecem nos finais de semana.
Minha mãe me pergunta como foi a saída da noite anterior, conta que minha avó ligou e mandou beijos e reclama da bagunça que a empregada deixou nos armários, isso tudo enquanto me mostra o que está preparando e corta pedaços de banana para dar aos micos. Ela é assim, linda e irritantemente hiperativa. Levanto os paninhos que cobrem os refratários em descanso em cima da bancada da pia, reclamo da ausência de temperos e pergunto se posso incrementar as receitas. Ela dá o aval, mas pede que eu não exagere no orégano, pimenta ou ovos. Eu digo que sim, mas exagero nisso e mais um pouco sem que ela perceba, no final fica sempre bom mesmo...
Ligamos o som e ouvimos música sertaneja brega; ela me dá alguma diga prática sobre casa e cozinha e eu comento sobre algum "babado fortíssimo" enquanto belisco alguma coisa; lembro-me do livro que estou procurando e nunca acho, ela diz que também vai procurar nas livrarias; terminamos o almoço; meu pai chega dizendo que reecontrou fulano e fulana não sei aonde; alguma coisa na televisão nos chama atenção, assistimos; minha mãe põe a mesa avisa:
- Tá na mesa! Venham logo se não vai esfriar!!!
Vamos lentamente, tentando adiar o momento mais esperado do dia e que insiste em se aproximar. Sentamos à mesa cada um em seu lugar e então eu penso: é o almoço de domingo!

Mundo paralelo  

Posted by: Liz Silveira


Estar parada é frustrante; inquietante.


Estar numa situação forçada em que damos voltas em torno do nosso prórpio eixo em busca de soluções rapidas e práticas que nos fisguem disso gera batalhas pessoais. Parece pecado o desperdício de energia e idéias dentro de um corpo e mente jovens, loucos para aflorar diante de desafios e oportunidades. Recrimino a frase "um dia aparece". O caramba que aparece, para mim o correto seria "quem procura acha." Pois bem... seria.


Diante de tudo, penso que esses momentos de ócio (o famoso nadismo, como costumo chamar) são importantes para que nos reinventemos. E, enquanto mulher da nova geração - é o que somos, aceitem - percebo que conquistamos direitos e liberdade, mas também acumulamos funções. Analisando este quadro é óbvio que preceitos e valores entrem em parafuso: o que é mais importante? O que eu penso sobre isso? Será que sou essa aí do espelho ou aquela que me mandaram ser?


Estas questões independem da idade. Assim como tudo na vida (relacionamentos, por exemplo), é preciso se redescobrir e se reinventar. Ingressar em viagens íntimas em busca de respostas e perceber que ainda mais perguntas surgirão.


O ser humano é um eterno mutante. Não me refiro a caráter ou personalidade e sim a maneiras de agir e pensar. Isso vem com o tempo... com os acontecimentos, frustrações e alegrias. Bem, antes que eu continue aqui dando uma de Marx e filosofe a tarde inteira...


- Ao mundo lá fora tenho em paralelo o mundo meu. Quanto mais quieta e concentrada em mim, quanto mais perguntas, respostas e afins, enxergo:


Ai, que delicinha de ser, de viver...


Qual é a graça, mesmo?  

Posted by: Liz Silveira


Do que é que as pessoas riem? Riem do óbvio, do pouco perceptível ou riem de nervosismo?

E será que rir de tudo é mesmo desespero? Rir de tudo tem a ver com bom humor ou falta de posicionamento próprio diante das situações?

Bem, acho que bom humor tem sim a ver com um belo sorriso estampado no rosto na maioria dos dias; uma risada gostosa e espontânea durante uma conversa informal ou até mesmo demonstrar-se solícito em momentos pouco prováveis (depois explico melhor).

Porém, presumo, nada me parece mais estranho do que risadas desesperadamente altas, seguidas de gritinhos e respirações ofegantes. Ah, claro, como poderia esquecer dos olhos atentos a tudo e a todos ao seu redor durante o show de explosão de "alegria e simpatia", numa tentativa "sagaz" de chamar atenção quando se percebem medíocres demais para conquistá-la naturalmente.

Minhas caminhadas servem perfeitamente para detectar essas felicidades forjadas. Acho incrível a desenvoltura teatral dessas pessoas. Infelizmente, a maioria destes personagens são do gênero feminino, o que me leva a refletir: seria uma visível demonstração de insatisfação com a nossa classe? Para quê essa necessidade de parecer sempre uma Chapeuzinho Vermelho saltitante e alegre a colher frutinhas num pomar?

Somos seres humanos passíveis de erros, susceptíveis ao stress cotidiano e ao mau humor - algumas vezes - infundados.

Não. Não sou a imagem do mau humor materializada, sou apenas alguém que busca compreender essa estranha gente.


Fonte de inspiração: Transeuntes dos bosques da perdição moral (Shoppings, boates, festinhas e barzinhos "super in")

E-mail do Sinjorba (LEIAM)  

Posted by: Liz Silveira

Assim como outros colegas da área, recebi um e-mail do Sindicado de Jornalistas da Bahia a respeito da descarada decisão do fim da obrigatoriedade do diploma para atuar como jornalista. O conteúdo vem logo a seguir:
" Aos colegas jornalistas e futuros colegas, estudantes de Jornalismo
Durante toda a semana, após o STF ter decidido pela inconstitucionalidade da exigência do diploma de Jornalismo como um dos requisitos para se exercer a profissão de jornalista - e após todas as lágrimas derramadas diante da humilhação que o presidente do STF e demais ministros que votaram contra a regulamentação da nossa profissão, criando um vácuo regulatório para todos nós -, surgiram muitas dúvidas, ainda sem respostas.
Mas algumas me chamaram a atenção, em especial: O que a Fenaj vai fazer agora? Cadê a Fenaj? O Sinjorba vai acabar? Qual a orientação do Sindicato?
Tomei a liberdade de responder, como presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia e diretora da Federação Nacional dos Jornalistas, com a maior tranqüilidade de quem tem consciência, assim como todos os diretores do Sinjorba e os delegados sindicais, que nossas entidades estão fazendo o que sempre fizeram: estão reagindo com altivez e firmeza, denunciando cada argumento imoral que lemos e ouvimos, mas sem perder a expectativa da calma para poder nos realinhar à nova batalha.
Portanto, os que perguntam, por que realmente não conhecem o que vai acontecer e querem francamente uma orientação, as respostas estão no final do texto. Aos que perguntam, com ar de deboche, com picuinhas, querendo se aproveitar de um momento tão delicado como este, não conhecem nossas únicas entidades representativas, a Federação e os 31 sindicatos em todo o país, desconhecem nossa capacidade de luta, não se informaram nos sites, não acompanharam a batalha jurídica desde 2001, não leram nenhum jornal da campanha em favor do diploma, não usaram um adesivo, não foram a nenhuma manifestação promovida pelo Sinjorba e a Fenaj, sequer passaram um e-mail pedindo apoio para nossa causa, quiçá solicitaram solidariedade às outras entidades de classe, ou assina ram um simples abaixo-assinado.
Enfim, não podemos esquecer de que criticas são válidas, mas auto-critica faz bem e eleva a alma, nos melhorando para sacudir a poeira e seguir em frente. Portanto, o momento é de unidade, de união, diante de todas as dificuldades, e entender, de uma vez por todas, que não cabe só, e somente só, às diretorias das entidades a mobilização e a luta. Cada um é responsável por sua consciência, por que a hora é agora, e não adianta chorar o leite derramado.
Enfim, não podemos esquecer de que criticas são válidas, mas auto-critica faz bem e eleva a alma, nos melhorando para sacudir a poeira e seguir em frente. Portanto, o momento é de unidade, de união, diante de todas as dificuldades, e entender, de uma vez por todas, que não cabe só, e somente só, às diretorias das entidades a mobilização e a luta. Cada um é responsável por sua consciência, por que a hora é agora, e não adianta chorar o leite derramado.
* As respostas:
· Ainda é muito cedo para termos todas as respostas concretas do que vai acontecer, pois tudo é muito novo. Portanto, nada de pânico, a calma é imprescindível para rebatermos todos os argumentos contra nossa formação;
. A Fenaj vai fazer tudo que ainda pode ser feito para resgatar o respeito à nossa formação específica de nível superior em Jornalismo e o diploma como requisito para o exercício profissional. Estão sendo debatidas as opções de uma nova lei de regulamentação da profissão e/ou uma emenda constitucional para assegurar o respeito e o livre exercício das prof issões regulamentadas, sem ameaças futuras com esta;
. A Fenaj interpelou o Ministério do Trabalho e Emprego para saber quais os requisitos para o exercício da profissão. No momento os sindicatos estão atuando como sempre – encaminhando a SRTE as solicitações de novos registros normalmente;
· A Fenaj convocou uma reunião com todos os sindicatos do país, dia 17 de julho, em São Paulo, antecedendo o Seminário sobre a Conferência Nacional de Comunicação;
. Estamos aguardando a publicação do acórdão da sentença para saber quais as medidas jurídicas cabíveis. Não sabemos se a sentença arrasa por terra com todo o Decreto Lei de 1969, que regulamenta a profissão, ou se só o diploma;
. Também, diante das declarações recentes, não sabemos se o Gilmar Mendes quer acabar de vez só com a regulamentação da profissão de jornalistas, ou com outras tantas, por isso precisamos de apoios fundamentais de outras categorias, pois “o próximo pode ser você” não está descartado;
. Enquanto existir trabalho e categoria de jornalistas, existirá sindicato. As diretorias passam, a entidade permanece. Cabe a cada um de nós sua representatividade, sua sustentação política. Não será nenhuma decisão judicial que acabará com a organização dos trabalhadores.
Um abraço fraterno a todos, vamos à luta!
Kardé Mourão Presidente do Sinjorba (pela Diretoria)"

Tempo  

Posted by: Liz Silveira


"Tudo tem seu tempo", já dizia o meu avô Luiz. Sábias palavras, complementadas por minha mãe: "é só dar tempo ao tempo". E ainda a famosa "o tempo faz milagres".

Ao decorrer de nossas vidas temos grandes surpresas, enquanto os dias e anos se encarregam de moldar a nossa história com encontros e desencontros.


- "A vida é a arte dos encontros, embora haja tantos desencontros na vida" (Uma referência a Vinícius de Moraes)


O que pode acontecer em cinco anos? Muita coisa. Nesse intervalo uns crescem, outros nascem e, alguns, reaparecem. Como perceber isso? Basta estar no lugar certo e na hora exata, relutantemente frente a frente com o passado; em segundos um turbilhão de detalhes virão à tona, fazendo com que o seu relógio pare e você pense: "o que mais seria se não a mágica do tempo?"

Coleta Seletiva  

Posted by: Liz Silveira


Tenho muitas manias, acho que todos nós. Uma delas é a mania de observar. Percebo tudo ao meu redor; tenho um radar incrível. Já é natural... Às vezes pareço estar distraída, distante... enquanto na realidade estou cá com meus botões refletindo sobre os gestos articulados e palavras alheias proferidas. Dessa mania tiro um bom proveito: a capacidade de notar as pessoas ao máximo possível, o que me permite alto poder de seleção. Estou muito assim... seletiva. Seleciono tudo, principalmente pessoas. Sou agitada, agoniada... não gosto de perder tempo. Tempo não é dinheiro, tempo é vida! E eu não suporto a idéia de desperdiçar a minha com mediocridades, ainda mais as vivas!

Por exemplo: ao entrar num carro de um desconhecido presto logo atenção no CD que estava sendo escutado. Para mim, gosto musical revela muitas coisas a respeito da personalidade e grau intelectual. Ao iniciar uma conversa presto atenção no vocabulário escolhido, no olhar dirigido e no interesse ou conhecimento da pessoa sobre determinados assuntos. Gosto de ouvir opiniões também... isso quando têm alguma formada sobre qualquer coisa que não seja festa, orkut ou o novo gadget do momento. Outra mania terrível que tenho é a de prestar atenção nas conversas alheias. Faço isso, mas não com o intúito de "entrar na semana" de alguém e sim como, digamos, objeto de pesquisa, rs.

A partir desses "métodos" pouco científicos já consigo formar uma idéia dos outros na cabeça. A partir daí já sei mais ou menos se as pessoas são interessantes ou não; merecedoras ou não de minha atenção. E que fique claro que isso serve para todos. Homens e mulheres! Quando me refiro a companhia, estrou generalizando todos os tipos.

Resumindo: gosto de pessoas interessantes; naturalmente intrigantes. Aquelas que marcam, aguçam a curiosidade e despertam aquela vontade de quero mais.


Mas pessoas assim andam em falta. Por isso, fico com meus poucos e bons! É frustrante numa roda de amigos você perceber que aquele cara ou aquela garota que, de longe, pareciam tão legais se tornarem tão nada de perto. O que mais tenho visto são pessoas previsíveis, plastificadas, réplicas dos outros. Sabe aqueles resumos de livros que baixamos na internet? Pois então, o que tenho visto por aí são resumos de pessoas! Poxa, temos a capacidade de sermos sempre tão maiores e melhores... mas parece que a cada dia que passa todos andam se contentando em ser tão pouco... e em saber menos ainda. Eu acho que falta curiosidade... Ou será que esse povo anda mesmo é com preguiça de existir?

Relacionamentos  

Posted by: Liz Silveira


Este texto que vocês lerão a seguir não fui eu quem escrevi mas, por acaso, concordo com cada vírgula do mesmo. Ainda não descobri a identidade do autor... Porém, parece que foi um irmão gêmeo ou algo assim. Nestas linhas abaixo estão verdades em que acredito. Não se trata regras, apenas uma maneira racional de encarar este mundo dos relacionamentos. Contudo, nem por pensar assim deixo de ser romântica e, por que não, um pouco sonnhadora... Pelo contrário, pensando assim sou capaz de embarcar nos mais encantadores contos de fadas, rs... só que com um toque de realidade para poupar as partes chatas!


Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:' Ah,terminei o namoro...'' Nossa,quanto tempo? '' Cinco anos...Mas não deu certo...acabou '' É... não deu... 'Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida é que você pode ter vários amores.

Hoje, não acredito muito os 'opostos se atraem'. Porque sempre uma parte vai ceder muito e se adaptar demais.E sempre esta é a parte mais insatisfeita. Acredito mais em quem tem interesses em comum. Se você adora dançar forró, melhor namorar quem também gosta, se voce gosta de cultura italiana, melhor alguém que também goste. Frequentar lugares que você gosta ajuda a encontrar pessoas com interesses parecidos com os teus. A extrovertida e o caretão anti-social é complicado e depois, entra naquela questão de' um querer mudar o outro, ui..'. Pessoas mudam quando querem e porque querem e pronto!

Cama é essencial! Aliás pele é fundamental. E tem gente que é mais sexual, outras que são mais tranquilas. O garanhão insaciável e donzela sensível, acho meio estranho. Isto causa muitas frustrações e dá-lhe livros de auto ajuda sobre sexo. Assim como outras coisas, cada um tem um perfil sexual. Cheiro, fantasias, beijo, manias, quanto mais sintonia, melhor.

Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?

E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. As vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso , mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo, nós não temos! Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem 'pele' com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga!!! Se não bate...mais um Whiski, por favor...e vá dar uma volta!

Se ele ou ela não te quer mais ,não forçe a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem , gravidez, dinheiro? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós, morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio ,frustração. Faz parte... Você namora um outro ser ,um outro mundo e um outro universo. Nem sempre as coisas saem como você quer...

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. È mais previsivel.

Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Assim como nem todo beijo (ou beijo e sexo) bons na hora em que queremos ficar sozinhos são por acaso, cuidado para não perder um grande amor por bobagem! Ou se culpar mais tarde...

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?

 

Posted by: Liz Silveira

A vida por um fio. Foi o que aconteceu hoje.
Mas Deus faz tudo direitinho... antes do jeito que foi do que pior!
Contudo, ainda estou nervosa...

Bem... "Garçom, traz uma gelada aí!"

Bola de Neve  

Posted by: Liz Silveira


Tem dias que tudo resolve acontecer na mesma hora, num intervalo de milésimos de segundos. Começo a pensar que somos tão frágeis e instáveis... Acredito que, concomitantemente a esses "acontecimentos" de bola de neve, mudamos um pouco. Isso é visível na forma como passamos a enxergar os outros, a vida e a si mesmo.

Acredito em mudanças, acho-as fantásticas (quando são para melhor, claro). Mas são também perigosas.


Bem, dessas mudanças tenho tirado bons aprendizados:


- Viver a vida saboreando cada momento;

- Andar descalços e pisar em cacos de vidro nos deixa mais resistentes para os próximos passos;

- Respeitar os NOSSOS desejos, as NOSSAS vontades;

- Dar valor a POUQUISSIMAS e BOAS amizades;

- Gostar de todo mundo até que, de fato, me provem o contrário

- Quase tudo é passageiro;

- Tudo é mutável;

- Família é o maior tesouro do mundo;

- Acordar sorrindo é ótimo;

- Rir dos outros é fantástico;

- Rir de si mesmo é melhor ainda;

- Ser sincero pode machucar os outros, mas é melhor assim;

- Chocolate não mata;

- Pão branco fresquinho com manteiga derretendo é uma PRAGA!



Bem... depois posto mais ensinamentos, rs!



 

Posted by: Liz Silveira


Menina, pensa!

...menina sonha,

Pensa que quer,

Esquece o que sonha

E sonha em esquecer

Que o que pensa não se sonha...

Menina, nem pense em esquecer!

Você é o que sonha

e quem sonha é você.

Cabeça Dura  

Posted by: Liz Silveira

Há duas semanas dei uma pancada na cabeça num local um pouco "diferente", digamos. Doeu. Doeu MUITO e fiquei com um galo enorme. No dia seguinte, dores de cabeça! Ok... recuperei-me e, não satisfeito com esse teste, o destino me pregou outra peça:
Lá estava eu, feliz e saltitante quando, de repente, reencontro uma pessoa muito querida e, no calor do abraço, tropeçamos e caimos com tudo no chão. Ah, também caíram em cima de mim.

Pronto, silêncio mortal.

- Meu Deus! Liiiiz!!!, gritaram apavorados

Lá estava eu, caída ao lado da piscina com um ser humano inusitadamente deitado em cima de mim. Eu estava com medo, muito medo de me levantar e descobrir resquícios de massa encefálica no chão. Eu tinha certeza: tinha dado merda!

Quando, num ato de bravura me levantei e passei a mão na cabeça percebi um morro maior que o do Pai Inácio sob os meus cabelos! Passei novamente à procura de sangue mas, graças a Deus, estava tudo seco.

- Ligeiro, ligeiro! Tem que colocar gelo aí!!!

Enquanto esperava o gelo chegar, improvisaram uma compressa repousando uma garrafa de skol geladíssima no local. Bem, depois disso caímos na gargalhada e:

- Olho vivo em Liz! Não deixem ela dormir, hein?

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ok, ok... Estou aqui para dizer que sobrevivi mais essa vez mas, vou logo avisando, não sei se aguentarei a terceira!!! Vou logo preparando um testamento... pra ver para quem vou deixar meu juízo de herança!

Bem... isso é que eu chamo de ser CABEÇA DURA!

Nostalgia aromática  

Posted by: Liz Silveira



Tem pessoas que são ótimas fisionomistas, já outras decoram o nome de todo mundo. Mas há aquelas, como eu, que sabem exatamente o cheiro de cada um; cada data; cada lugar...

É incrível o poder que os aromas exercem sobre nós. Basta um simples transitar numa rua qualquer para que, de repente, um ser dentre tantos outros, desperte-me a sensação de ter alguém ali que já passou por minha vida, mesmo que não se trate da pessoa imaginada.

Eu conheço os "cheiros" de cada uma das minhas amigas, sei quado se aproximam. Dos meus amados, "decorava"até o hálito! E o pior é que é verdade... Cada um com seu cheiro. Cheiro de pele; cheiro de perfume; cheiro de vontades...







A minha mãe, por exemplo, tem um cheirinho que é só dela. Mas não é perfume. Refiro-me à sua pele mesmo, cheirinho de mãe! O travesseiro do meu pai por toda a vida também! Sempre teve aquele cheiro esquisito de shampoo anticaspas, rs. Basta me recostar em sua cama que me lembro delee das nossas brincadeiras de antigamente... Ah, tem cheiros que me remetem instantaneamente à infância, assim como aquele sabonete Pheebo ou cheiro de batom da Payot, rsrs... vai entender! Acho que é porque eu quebrava todos os da minha mãe na tentativa de ficar igual a ela, não preciso dizer que nunca dava certo, não é?





Eu também tenho o meu. Posso usar cremes e perfumes variados, mas tenho o meu cheiro. Algumas pessoas gostam do cheiro do meu cabelo... mas aí não tenho tanta propriedade para falar!
Meus irmãos não fogem à regra. As roupas de Maurício reconheço pelo cheiro, ele é viciado em perfumes. Seria ótimo se isso não resultasse em infelizes coincidências, rs... Mas depois eu conto! Rafinha, lembro bem, costumava chegar sempre suado em casa. Exalava cheiro de "Rafa" pelo ar!
A casa da minha avó também uma marca registrada. Passam anos e anos e continua sempre o mesmo cheirinho de casa de "vó"!
Enfim, não conheço nada mais nostálgico do que cheiros e música. Parecem máquinas do tempo! Basta fechar os olhos e senti-los para desfrutar de uma viagem ao passado e deixar a saudade daquela pessoa, daquele momento e daquele lugar fluir...

Proposta  

Posted by: Liz Silveira

Ainda sou um pouco limitada virtualmente. Quando preciso baixar algum vídeo da internet sempre peço a alguma alma caridosa que faça isso por mim. Como não tive paciência de procurar uma, aqui vai um link com uma videomontagem que fizeram e colocaram no youtube:
"Eu te proponho, nós nos amarmos, nos entregarmos, neste momento tudo lá fora deixar ficar
Eu te pronho te dar meu corpo
Depois do amor o meu conforto e além de tudo depois de tudo te dar a minha paz
Eu te proponho na madrugada você cansada
Te dar meu braço e no meu abraço fazer você dormir
Eu te proponho não dizer nada seguirmos juntos a mesma estrada que continua depois do amor no amanhecer
Eu te proponho não dizer nada seguirmos juntos a mesma estrada que continua depois do amor no amanhecer"

Acho linda essa música, gosto ainda mais da interpretação de Nara Leão. De qualquer forma, espero que apreciem esta versão do pr[oprio Roberto!




Beijocas!!

AQUELES dias  

Posted by: Liz Silveira


Sobra impaciência. Falta piedade. Falta compaixão. Nada me amolece, não sou capaz de achar terno nem um lindo fihotinho de labrador abanando o rabinho.



O telefone de casa toca:



- Marlene, se for pra mim, anota o recado e diga que retornarei a ligação depois... diga que estou ocupada! - (Realmente. É fim de semesre, estou sempre ocupada.)

- Tá bom! Alôôô (Daquele jeito que só ela sabe fazer...) tá sim, pera aí que eu vou chamar.

- Ô Liz, é aquela amiga sua... disse que é rápido!

- Marlene... o que foi que eu falei pra você????



Estou de mau humor. Mau humor constante. Maur humor que, parecia-me, infundado. Até que, de repente, resolvo descarregar minhas pilhas e percebo:


- Estou com cólica!


E não se trata de uma simples contração do meu útero. Parece que todas as passistas da Mangueira resolveram sambar no meu ventre e esfaquiar todos os meus tecidos ao redor do mesmo num ato de vandalismo impiedoso constante!


- Toma Buscopan, filha!


Ahh, agora sim. A voz da razão - minha mãe, também hipocondríaca assumida - dispara o jargão de todo santo ciclo menstrual.


- Buscopan é uma beleza! Tem aí na gavetinha da sala... Ai meu Deus, você tem absorventes?


Claro que tenho, oras! Afinal, religiosamente, todo santo dia que minha mãe vai ao mercado ou farmácia ela me traz um pacotinho de Sempre Livre Adapt com abas. Tenho um arsenal deles para o ano inteiro no meu banheiro!







"NãoTamanho da fonte mexe comigo!"








- Ai minha filha é assim mesmo. Você é igualzinha a mim quando menstruava... e se prepare que depois piora, viu?!


Mães. Terroristas natas.


- Mãe, eu não sou igualzinha a você. As minhas cólicas não vão piorar, amanhã passa!


O pior não é isso, a cólica é só um sinal de fumaça avisando que o inferno está próximo. Cólica significa menstruação ou chegada dela, ou seja, enfrentamento do pós TPM (resquícios de gordura pelo corpo, espinhas, inchaço, moleza...)!


Por isso digo... Mau humor feminino:


RESPEITE-O!

NOVIDADE!  

Posted by: Liz Silveira

É o início de uma nova era! Chegou o blog que vai desmistificar tudo sem rodeios!

O
http://www.tapandoosolcomapeneira.blogspot.com/ vai mudar a sua vida!

ACESSE!

(des)Igual  

Posted by: Liz Silveira


Todo dia eu vejo todo mundo

E todo dia está todo mundo igual

Mas se algum dia o meu mundo ficar torto

E em meu caminho surgir um "quê" de quem original

A minha alegria será, ao todo, desigual

 

Posted by: Liz Silveira


"Quem não sabe o que procura, não entende o que encontra"


Autor desconhecido

 

Posted by: Liz Silveira


Perguntaram-me esta semana:

- O que você quer para a sua vida?


Respondi:

- O que eu quero? Não sei. Mas sei exatamente o que NÃO quero.

Mãos  

Posted by: Liz Silveira


Mãos. Sou apaixonada por elas.
As masculinas são a minha preferência. Têm que ser grandes, disformes, marcantes e fortes. Não devem ser delicadas, bem feitas e JAMAIS pintadas, sequer com uma base incolor.
Mas devem ser bonitas. Aquela beleza que só algumas mãos masculinas guardam, não sei bem explicar... Mas é como um atestado de masculinidade e virilidade, sabe? Um verdadeiro charme. E, acreditem, há delicadeza, sutileza...
Consigo identificar uma bela mão a metros de distância, nos mais variados ambientes, nos mais improváveis momentos. Já perdi o interesse por algumas pessoas porque achei que as mãos eram estranhas. Não sei... acho que, por mais fortes que aparentemos, nós mulheres, buscamos sempre, em qualquer situação, alguma segurança.
É como se aquelas mãos fossem provedoras de vertentes emocionais. De um carinho no rosto a um empurrão afobado contra a parede.

Mãos, podem estar cheirando a sabão ou sujas de graxa...

Bafafá...  

Posted by: Liz Silveira


Se Truman Capote era um lírico mentiroso...

Imaginem se o Álvares de Azevedo resolvesse escrever A Sangue Frio em seu lugar, hein?

 

Posted by: Liz Silveira


O mundo dá voltas!

:  

Posted by: Liz Silveira





Você está vivo.

Esse é o seu espetáculo.

Só quem se mostra se encontra.

Por mais que se perca no caminho.

Cazuza

Golpe Baixo!  

Posted by: Liz Silveira


Ai que RAIVA!



Já não bastasse a minha crise existencial por causa da TPM e seus efeitos devastadores, minha querida mãe resolveu fazer um Capelleti de frango com molho de tomate hoje à noite...

Isso não é justo, mas não é MESMO!



Humpf...





- É maior do que eu... não há como negar! Posso resistir a todas as tentações, mas o pecado da gula sempre estarei vulnerável a cometer...

Dia-a-Dia  

Posted by: Liz Silveira




Como pequenas coisas são gratificantes...

Após tanto adiar por causa da chuva que derreteu o asfalto das ruas (mal)feitas de Lauro de Freitas, finalmente pude filmar a minha video reportagem na Aldeia de Pescadores de Buraquinho.
No início sempre a mesma ladainha... foi aquela briga homérica com Bonfim (o chato de galocha responsável pela central técnica das filmadoras, tripés, microfones e afins). Foi dedo no olho, murro no rim e por aí vai... Rs. Já recuperada emocionalmente e com a ajuda da minha fiel escudeira Rachel, dei um jeito de chegar a uma sede "segura". Assaltamos um carro que estava na hora e no local errados e seguimos para a locação escolhida.

Ao chegar lá e passar a tarde ao lado de pessoas encantadoras, mais uma vez, percebi que todo o esforço é mínimo nessas horas, pois tudo vale à pena!
Hoje vi os sorrisos mais lindos e sinceros, ouvi as estórias mais ricas e belas, provei da energia mais forte num lugar em que muitos pensam que falta sorte.

Esse mundo de Meu Deus é tão grande... pena daqueles que pensam e o fazem pequeno!

Saindo da bolha  

Posted by: Liz Silveira


Eu nunca me contentei com pouco. Sempre fui assim... inquieta. Acho que a vida é sempre mais do que parece ser. Acho que tenho potencial para sorrir ainda mais e agradecer a cada segundo por estar aqui. Nunca acho as coisas ruins - exceto de mau humor ou tpm, mas isso é outra conversa - acredito que cada cicatriz significa uma cura, cada tropeço um obstáculo ultrapassado e a cada tombo volto duas vezes melhor. Sempre, isso é FATO!

Para mim, não há sensação melhor do que a de olhar para o espelho, olhar para trás, olhar ao redor e pensar: nossa, eu não queria ser diferente!

Assim como amar a si próprio, aceitar o outro é essencial. Tá... Não vou dizer que sou a mais singela e paciente das criaturas, muitas vezes me afasto de uns e outros por não saber lidar com algumas diferenças, mas são casos raros, acreditem! Fora isso, acho tudo ÓTIMO!


Enquanto isso vou me moldando com meus passos largos, sorrisos fartos, linguagem ferina e curiosidade irritante. Fazer o que, né?


É como se dentro do meu corpo houvesse uma bolinha de sabão que com um simples toque pudesse estourar. Felicidade contida, curiosidade temida, esperança varrida.



Há pouco me esbarrei contra a parede e a bolinha pocou! Naquele "ploc" entendi:


- Bem vinda, esta vida é pra você!

Submundo  

Posted by: Liz Silveira


Transitei por alguns submundos

Andei me perdendo em mundos que não são meus

Segui atalhos vazios

Corri em leitos de rios

Perdi-me em ruas desertas

Aceitei o que dizem: "não presta"

Olhei por frestas as festas que faziam de mim

Os dardos que acertavam ao fim

Entrei por portas camufladas

Passei por baixo de escadas

Brinquei com o fogo em cama de palha

Ao fim percebo que o mundo

tem reservas maiores que o mundo que era meu

transgredi quase tudo

e quando dei por mim

já era fundo, já era meu

e esse mundo "eu" era pior que os temidos submundos seus...

O mestre  

Posted by: Liz Silveira



Abram alas, deixem-no entrar!
É ele, o tal, que vem nos cumprimentar
Estirem o tapete vermelho
Salpiquem as pétalas no ar
Preparem-se, pois a festa já deve começar!
Venha, querido, sente-se ao centro, prenda atenções, revele canções
Liberte as criaturas, enjaule os fujões!
É dele... é dele que estou falando
do mundo
mundo meu
mundo seu
Mas não...Já não dá
O mundo está fora do lugar!

Dizem por aí  

Posted by: Liz Silveira


Dizem que mulheres são eternas rivais
Dizem que as amigas são temporárias
Dizem que a inveja é arbitrária
Dizem que essa vida é ordinária

Dizem que os amores não são eternos
Mas também há quem diga que só se ama uma vez

Dizem que sua família é seu bem maior
Sua base
Seu chão
Sua mão na mão

Dizem que os filhos são do mundo
Dizem que o homem é vagabundo
Dizem que a mulher quer ser independente
Mas também dizem que precisam de mais gente

Dizem que todo sexo é casual
E quando não é
é coisa de casal
Dizem que todo homem trai
E agora dizem que é a mulher que atrai

Dizem que a paixão dura dois anos, às vezes três
Dizem que a paixão machuca
Dizem até que ela é maluca

Dizem muito
Nada dizem
Dizem nada

As amigas não são temporárias
Às rivais é que a injeva é arbitrária

O meu amor será para sempre eterno
Pois eu me amo todos os dias
E o amor carnal amarei quantas e tantos eu quiser
Já que há espaço para alguns incertos até quando o certo vier

A família não é a base
A família não é tudo, não
Mas da família, eu escolho o meu chão

Nem todo homem é vagabundo
Nem todo filho vai pro mundo
Nem toda mulher quer trabalhar
Mas quase nenhuma quer lavar e passar

Nem todo sexo é casual
Nem todo amor é de casal
Nem todo sexo é com amor
E nem todo amor gosta de sexo

Nem todo homem sabe se trai
Pois alguns deles nenhuma mulher atrai

Minhas paixões são passageiras
Às vezes horas, dias ou meses
Às vezes me dedico por inteira
Às vezes sim
Às vezes não
Mas, se preciso for, me machuco por qualquer maluco

Pode ser que amanhã eu não diga isso
Mas se não arrisco
Vão (querer) dizer ainda mais...




 

Posted by: Liz Silveira


isso de querer

ser exatamente aquilo

que a gente é

ainda vai

nos levar além


Paulo Leminski

Lei Antidemocrata  

Posted by: Liz Silveira


O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) apresentou um projeto requerendo o fim da Lei de Imprensa (5.250/67). Ao assumir a conduta de quem defende uma causa nobre, o parlamentar afirmou em fevereiro de 2008 que “uma lei como esta não serve à solução de conflitos, serve para intimidar, ameaçar”. Dentre outros motivos, perceber que, com exceção do Brasil, a legislação no mundo todo obriga o Estado a fornecer informações é razão indiscutível para aprovar tal projeto de imediato. O direito à informação não é exclusivo do jornalista ou do veículo, é do cidadão. Ainda assim, há quem analise o projeto com maus olhos, principalmente as autoridades que ocupam cargos públicos e temem a efetiva fiscalização dos jornalistas. De acordo com o deputado, estes são os mais incomodados desde que a ação que tramita na corte tem surtido efeito e despertado o interesse do hall de jornalistas sedentos por liberdade de expressão.

É possível dizer que a iniciativa de Miro Teixeira tem dado sinais de futura aprovação, pois, desde fevereiro foram suspendidas penas de prisão para jornalistas por calúnia, injúria ou difamação. Na prática, o juiz pode adotar, em processos e decisões, a legislação prevista no Código Penal, Código Civil e na Constituição Federal, mas não a prevista nos artigos suspensos da Lei de Imprensa. Mas será que assim estes profissionais de comunicação já estarão livres da silenciosa perseguição ou seria mais racional suspeitar de que ainda estão nas mãos desta lei que, agora, disfarçadamente agiria?

Para garantir a integridade profissional dos jornalistas e livrá-los de possíveis punições embasadas em qualquer brecha na constituição, o mais coerente é revogar definitivamente a Lei de Imprensa, já que a mesma é o próprio retrato da antidemocracia. Afinal, uma nação que tanto suou numa luta travada desde a Ditadura Militar contra a falta de liberdade de expressão, hoje é impedida de ter acesso a informações, em sua maioria, omitidas sobre o seu país. É nesta contradição em que os jornalistas brasileiros se encontram. Como exercer o seu papel de vigilância (o tão estimado 4º poder), quando ao fazê-lo são castrados do direito ao principal propósito do seu ofício? Como colocar em prática valores defendidos e adquiridos durante décadas, quando o papel de mediador da informação verídica não lhes é permitido inteiramente? Sobretudo, inclusive, o cidadão merece estar a par da realidade nua, não somente aquela maquiada do desejo de alguns poucos e poderosos que, apavorados com a voracidade dos jornalistas ao investigar e fiscalizar os fatos, defendem com unhas e dentes a Lei de Imprensa.


Recicle  

Posted by: Liz Silveira


Jogue o que for lixo no lixo e então , o que sobrar, recicle, transforme, melhore e inove!

Páscoa!  

Posted by: Liz Silveira







Páscoa, maldita páscoa!



Ao menos fosse somente os tais ovos de chocolate. Mas não. Há tantas outras perdições gastronômicas que minha boca já se confunde com tanto paladar.



Tudo começa na sexta-feira santa com o super "light" almoço baianíssimo regado a dendê em todas as suas formas: Vatapá, moquecas, caruru, bacalhau com batatas e azeitonas e um arrozinho branco básico pafra completar. Para ajudar na digestão: coca cola (normal, jamais a light ou zero, ok?)). Ao final, para quebrar o sal: mousse de maracujá com calda caramelizada da fruta.



Se arrependimento matasse... jamais teria me aventurado na cozinha! Modéstia a parte, sou boa nisso! rsrs No tabuleiro dessa baiana tem é arte, viu?



Enfim... no dia seguinte comemos as famosas "sobras" (mais gostosas do que nunca!).



E então chega o temido DOMINGO DE PÁSCOA e aquela avalanche infindável de ovos de chocolate e todos os outros derivados deste pecado do cacau!



Aaah que horror! É chocolate de manhã até a noite. Na segunda tentamos resistir, mas o maldito continua na geladeira e então atacamos mais um pouco na frente da TV!



Enfim... aqui estou lutando para terminar o último peçado do que ainda resta da minha páscoa!



Espero que consiga logo, caso contrário, virarei uma baleia cheia de espinhas!






Uuui!

 

Posted by: Liz Silveira

"Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes." (William Shakespeare)

- Nenhuma frase explicaria melhor o que sinto no momento. Pensem nisso!

Ah, cansei!  

Posted by: Liz Silveira


Acho tão desgastante aquele discurso pouco original de mocinhas com um olhar falsamente puritano. Sabe aquelas frases feitas e sem efeito nenhum? Então... é exatamente a isso que me refiro.

Como disse Lulu Santos: "Eu vejo a vida por cima de um muro de hipocrisias".

Eu vejo, você vê, ele também. Aqui e acolá ideais racionais habitam a mente humana. Imagino que tudo não passa de contidas especulações do que deveria ser. Mas não é.

Em relação ao pudor, por exemplo, ô coisinha mais taxativa. Nessa questão talvez os primatas fossem mais evoluídos. Bem... ao menos as fêmeas eram mais resolvidas, mesmo que coagidas a praticar sexo selvagem a qualquer hora e em qualquer lugar... Era mais, digamos, natural.

Às vezes me sinto fora do ninho. Não que eu pense em imitar as minhas antepassadas cabeludinhas, mas o simples fato de não conseguir entender essa quantidade exorbitante de tabus forçadamente entranhados em nossas vidas. Que coisinha chata!

E olhe que eu só estou comentando... se entrasse em ação, hein? Que barulho seria!

Contudo, sou a favor da naturalidade, da espontaneidade! Deixa a vida a acontecer, uma hora acaba. E aí? Foi-se o tempo, ficou o pudor. Caso não queira fazer nada, não faça. Mas não se deixe vender tão barato, não satisfaça as más línguas vestindo uma carapuça servil. Sou absolutamente contra isso. Até porque, queridas, vocês não querem se transformar naquelas velhinhas taradas que assistem a filmes de "amor" só para tapar o sol com a peneira, né...


O (falso) pudor nada mais é que uma forma barata de unificar comportamentos sociais convenientes. Ou seja, domesticar os animais tidos como racionais:


NÓS.

...  

Posted by: Liz Silveira


Há apenas um pequeno e flutuante ponto nu, batendo asas aprendizes num cenário imaginado em cada ciclo lunar.

E já dizia o poeta:  

Posted by: Liz Silveira


Arte de Amar


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.

A alma e que estraga o amor.

Só em Deus ela pode encontrar satisfação.

Não noutra alma.

Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.


Manuel Bandeira



Pergunto-me então: Quem quer um encontro de almas? Quem deseja uma "alma gêmea"? Deixe. Deixe isso pra lá. Paixão perpetua e aprisiona sem saber... é mesmo questão de pele, cheiro, tato! Sempre acreditei em carma, principalmente nesses assuntos... Corpos: um para cada, nenhum a mais ou a menos.

Certa vez, li que é possível descobrir seu par apenas ao prestar atenção em sua respiração... Deve ser descontrolada! Os lábios ressecam e a gente os morde sem querer, as mãos suam, o rubor toma conta do rosto... na vida parece que só há duas pessoas: você e o outro. O imã dispara e os corpos são "obrigados" a se enlaçarem...

Horas, dias, anos ou vidas... e isso para sempre será. Não muda, nem vai mudar...


Por isso sempre disse:

Amor? Amor é outra coisa...