
Você pode alugar este mesmo filme e não gostar. Ou até decidir rir em vez de chorar. Ou, ainda, dormir impaciente às delongas dos personagens.
E será que rir de tudo é mesmo desespero? Rir de tudo tem a ver com bom humor ou falta de posicionamento próprio diante das situações?
Bem, acho que bom humor tem sim a ver com um belo sorriso estampado no rosto na maioria dos dias; uma risada gostosa e espontânea durante uma conversa informal ou até mesmo demonstrar-se solícito em momentos pouco prováveis (depois explico melhor).
Porém, presumo, nada me parece mais estranho do que risadas desesperadamente altas, seguidas de gritinhos e respirações ofegantes. Ah, claro, como poderia esquecer dos olhos atentos a tudo e a todos ao seu redor durante o show de explosão de "alegria e simpatia", numa tentativa "sagaz" de chamar atenção quando se percebem medíocres demais para conquistá-la naturalmente.
Minhas caminhadas servem perfeitamente para detectar essas felicidades forjadas. Acho incrível a desenvoltura teatral dessas pessoas. Infelizmente, a maioria destes personagens são do gênero feminino, o que me leva a refletir: seria uma visível demonstração de insatisfação com a nossa classe? Para quê essa necessidade de parecer sempre uma Chapeuzinho Vermelho saltitante e alegre a colher frutinhas num pomar?
Somos seres humanos passíveis de erros, susceptíveis ao stress cotidiano e ao mau humor - algumas vezes - infundados.
Não. Não sou a imagem do mau humor materializada, sou apenas alguém que busca compreender essa estranha gente.
Fonte de inspiração: Transeuntes dos bosques da perdição moral (Shoppings, boates, festinhas e barzinhos "super in")
A vida por um fio. Foi o que aconteceu hoje.
Mas Deus faz tudo direitinho... antes do jeito que foi do que pior!
Contudo, ainda estou nervosa...
Bem... "Garçom, traz uma gelada aí!"
Há duas semanas dei uma pancada na cabeça num local um pouco "diferente", digamos. Doeu. Doeu MUITO e fiquei com um galo enorme. No dia seguinte, dores de cabeça! Ok... recuperei-me e, não satisfeito com esse teste, o destino me pregou outra peça:
Lá estava eu, feliz e saltitante quando, de repente, reencontro uma pessoa muito querida e, no calor do abraço, tropeçamos e caimos com tudo no chão. Ah, também caíram em cima de mim.
Pronto, silêncio mortal.
- Meu Deus! Liiiiz!!!, gritaram apavorados
Lá estava eu, caída ao lado da piscina com um ser humano inusitadamente deitado em cima de mim. Eu estava com medo, muito medo de me levantar e descobrir resquícios de massa encefálica no chão. Eu tinha certeza: tinha dado merda!
Quando, num ato de bravura me levantei e passei a mão na cabeça percebi um morro maior que o do Pai Inácio sob os meus cabelos! Passei novamente à procura de sangue mas, graças a Deus, estava tudo seco.
- Ligeiro, ligeiro! Tem que colocar gelo aí!!!
Enquanto esperava o gelo chegar, improvisaram uma compressa repousando uma garrafa de skol geladíssima no local. Bem, depois disso caímos na gargalhada e:
- Olho vivo em Liz! Não deixem ela dormir, hein?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ok, ok... Estou aqui para dizer que sobrevivi mais essa vez mas, vou logo avisando, não sei se aguentarei a terceira!!! Vou logo preparando um testamento... pra ver para quem vou deixar meu juízo de herança!
Bem... isso é que eu chamo de ser CABEÇA DURA!

Tem pessoas que são ótimas fisionomistas, já outras decoram o nome de todo mundo. Mas há aquelas, como eu, que sabem exatamente o cheiro de cada um; cada data; cada lugar...

Acho linda essa música, gosto ainda mais da interpretação de Nara Leão. De qualquer forma, espero que apreciem esta versão do pr[oprio Roberto!

Beijocas!!

Sobra impaciência. Falta piedade. Falta compaixão. Nada me amolece, não sou capaz de achar terno nem um lindo fihotinho de labrador abanando o rabinho.
O telefone de casa toca:
- Marlene, se for pra mim, anota o recado e diga que retornarei a ligação depois... diga que estou ocupada! - (Realmente. É fim de semesre, estou sempre ocupada.)
- Tá bom! Alôôô (Daquele jeito que só ela sabe fazer...) tá sim, pera aí que eu vou chamar.
- Ô Liz, é aquela amiga sua... disse que é rápido!
- Marlene... o que foi que eu falei pra você????
Estou de mau humor. Mau humor constante. Maur humor que, parecia-me, infundado. Até que, de repente, resolvo descarregar minhas pilhas e percebo:
- Estou com cólica!
E não se trata de uma simples contração do meu útero. Parece que todas as passistas da Mangueira resolveram sambar no meu ventre e esfaquiar todos os meus tecidos ao redor do mesmo num ato de vandalismo impiedoso constante!
- Toma Buscopan, filha!
Ahh, agora sim. A voz da razão - minha mãe, também hipocondríaca assumida - dispara o jargão de todo santo ciclo menstrual.
- Buscopan é uma beleza! Tem aí na gavetinha da sala... Ai meu Deus, você tem absorventes?
Claro que tenho, oras! Afinal, religiosamente, todo santo dia que minha mãe vai ao mercado ou farmácia ela me traz um pacotinho de Sempre Livre Adapt com abas. Tenho um arsenal deles para o ano inteiro no meu banheiro!
"Não
mexe comigo!"
- Ai minha filha é assim mesmo. Você é igualzinha a mim quando menstruava... e se prepare que depois piora, viu?!
Mães. Terroristas natas.
- Mãe, eu não sou igualzinha a você. As minhas cólicas não vão piorar, amanhã passa!
O pior não é isso, a cólica é só um sinal de fumaça avisando que o inferno está próximo. Cólica significa menstruação ou chegada dela, ou seja, enfrentamento do pós TPM (resquícios de gordura pelo corpo, espinhas, inchaço, moleza...)!
Por isso digo... Mau humor feminino:
RESPEITE-O!
É o início de uma nova era! Chegou o blog que vai desmistificar tudo sem rodeios!
O http://www.tapandoosolcomapeneira.blogspot.com/ vai mudar a sua vida!
ACESSE!

Mãos. Sou apaixonada por elas.
As masculinas são a minha preferência. Têm que ser grandes, disformes, marcantes e fortes. Não devem ser delicadas, bem feitas e JAMAIS pintadas, sequer com uma base incolor.
Mas devem ser bonitas. Aquela beleza que só algumas mãos masculinas guardam, não sei bem explicar... Mas é como um atestado de masculinidade e virilidade, sabe? Um verdadeiro charme. E, acreditem, há delicadeza, sutileza...
Consigo identificar uma bela mão a metros de distância, nos mais variados ambientes, nos mais improváveis momentos. Já perdi o interesse por algumas pessoas porque achei que as mãos eram estranhas. Não sei... acho que, por mais fortes que aparentemos, nós mulheres, buscamos sempre, em qualquer situação, alguma segurança.
É como se aquelas mãos fossem provedoras de vertentes emocionais. De um carinho no rosto a um empurrão afobado contra a parede.
Mãos, podem estar cheirando a sabão ou sujas de graxa...

Ai que RAIVA!
Já não bastasse a minha crise existencial por causa da TPM e seus efeitos devastadores, minha querida mãe resolveu fazer um Capelleti de frango com molho de tomate hoje à noite...
Isso não é justo, mas não é MESMO!
Humpf...
- É maior do que eu... não há como negar! Posso resistir a todas as tentações, mas o pecado da gula sempre estarei vulnerável a cometer...

Após tanto adiar por causa da chuva que derreteu o asfalto das ruas (mal)feitas de Lauro de Freitas, finalmente pude filmar a minha video reportagem na Aldeia de Pescadores de Buraquinho.
No início sempre a mesma ladainha... foi aquela briga homérica com Bonfim (o chato de galocha responsável pela central técnica das filmadoras, tripés, microfones e afins). Foi dedo no olho, murro no rim e por aí vai... Rs. Já recuperada emocionalmente e com a ajuda da minha fiel escudeira Rachel, dei um jeito de chegar a uma sede "segura". Assaltamos um carro que estava na hora e no local errados e seguimos para a locação escolhida.
Ao chegar lá e passar a tarde ao lado de pessoas encantadoras, mais uma vez, percebi que todo o esforço é mínimo nessas horas, pois tudo vale à pena!
Hoje vi os sorrisos mais lindos e sinceros, ouvi as estórias mais ricas e belas, provei da energia mais forte num lugar em que muitos pensam que falta sorte.
Esse mundo de Meu Deus é tão grande... pena daqueles que pensam e o fazem pequeno!
Abram alas, deixem-no entrar!
É ele, o tal, que vem nos cumprimentar
Estirem o tapete vermelho
Salpiquem as pétalas no ar
Preparem-se, pois a festa já deve começar!
Venha, querido, sente-se ao centro, prenda atenções, revele canções
Liberte as criaturas, enjaule os fujões!
É dele... é dele que estou falando
do mundo
mundo meu
mundo seu
Mas não...Já não dá
O mundo está fora do lugar!
Dizem que mulheres são eternas rivais
Dizem que as amigas são temporárias
Dizem que a inveja é arbitrária
Dizem que essa vida é ordinária
Dizem que os amores não são eternos
Mas também há quem diga que só se ama uma vez
Dizem que sua família é seu bem maior
Sua base
Seu chão
Sua mão na mão
Dizem que os filhos são do mundo
Dizem que o homem é vagabundo
Dizem que a mulher quer ser independente
Mas também dizem que precisam de mais gente
Dizem que todo sexo é casual
E quando não é
é coisa de casal
Dizem que todo homem trai
E agora dizem que é a mulher que atrai
Dizem que a paixão dura dois anos, às vezes três
Dizem que a paixão machuca
Dizem até que ela é maluca
Dizem muito
Nada dizem
Dizem nada
As amigas não são temporárias
Às rivais é que a injeva é arbitrária
O meu amor será para sempre eterno
Pois eu me amo todos os dias
E o amor carnal amarei quantas e tantos eu quiser
Já que há espaço para alguns incertos até quando o certo vier
A família não é a base
A família não é tudo, não
Mas da família, eu escolho o meu chão
Nem todo homem é vagabundo
Nem todo filho vai pro mundo
Nem toda mulher quer trabalhar
Mas quase nenhuma quer lavar e passar
Nem todo sexo é casual
Nem todo amor é de casal
Nem todo sexo é com amor
E nem todo amor gosta de sexo
Nem todo homem sabe se trai
Pois alguns deles nenhuma mulher atrai
Minhas paixões são passageiras
Às vezes horas, dias ou meses
Às vezes me dedico por inteira
Às vezes sim
Às vezes não
Mas, se preciso for, me machuco por qualquer maluco
Pode ser que amanhã eu não diga isso
Mas se não arrisco
Vão (querer) dizer ainda mais...
"Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes." (William Shakespeare)
- Nenhuma frase explicaria melhor o que sinto no momento. Pensem nisso!


































Uma jovem jornalista baiana que busca nas palavras um efeito catártico. Viciada em filmes de arte/alternativos/europeus e leitora compulsiva até de rótulo de shampoo; Ouço jazz e rock anos 80; Quando o assunto é religião, sou preta por dentro e branca por fora; Impaciente, curiosa e xereta; Consigo achar razão na emoção; Às vezes sou muito vaidosa e consumista; Maiores pecados: gula e luxúria.